Decisão
Veja dicas para escolher o melhor plano de saúde e evitar ciladas
Agência Nacional de Saúde Suplementar suspendeu 14 planos de saúde de cinco operadoras; saiba como fazer o contrato e evitar transtornos
Por Redação - Publicado em 10/03/2020 às 06:00
Thinkstock/Getty Images
ANS presta informações sobre todas as operadoras de plano de saúde do Brasil
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A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu nesta segunda-feira (9), temporariamente, a venda de 14 planos de saúde de cinco operadoras, em todo o País, devido a reclamações feitas pelos usuários no quarto trimestre de 2019. Esses planos atendem a 62.704 beneficiários que não serão afetados. Para evitar transtornos com a formalização de contratos, o Agora RN lista dicas para quem busca um contrato de saúde suplementar.

Onde posso adquirir um plano de saúde?

A contratação pode ser feita diretamente com a operadora de planos de saúde ou por intermédio de corretores. No caso dos planos coletivos, a pessoa jurídica contratante (empresas, associações, sindicatos ou entidades de classe) também pode contar com o auxílio de uma administradora de benefícios. Você também pode procurar a administradora para tirar dúvidas sobre o plano.

Como saber se a empresa é confiável?

Peça à empresa que vende o plano de saúde o número de registro da operadora e do plano na ANS. Em informações e avaliações de operadoras, você pode: conferir esses dados, conhecer o desempenho dessa operadora de planos de saúde no programa de qualificação da ANS e a posição dela no ranking das empresas de planos de saúde que mais recebem reclamações de seus consumidores.

Qual o perfil do contrato?

Não se deixe levar apenas pelo preço do plano. É importante saber o perfil de contrato que está assinando: coletivo/empresarial (intermediado por empresas ou entidades de classe) ou individual/familiar (negociado com a operadora). Os preços iniciais dos planos coletivos costumam ser menores, mas eles têm reajustes mais altos, em geral

Como é feito o reajuste do plano?

Os planos individuais/familiares têm dois tipos de reajuste: anual, regulado pela ANS, e por faixa etária. Os planos coletivos também, mas o reajuste máximo anual não é definido pela ANS. Informe-se sobre os índices usados nos últimos anos

Qual o tipo de cobertura?

A oferta de mais ou menos serviços está ligada ao tipo de plano contratado: ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia, referência ou odontológico. A ANS define uma lista de consultas, exames e tratamentos que os planos são obrigados a oferecer, conforme cada tipo

O plano é obrigado a fornecer todos os atendimentos?

O plano só é obrigado a oferecer as consultas, exames e tratamentos previstos no contrato. o mínimo que precisa ser oferecido pelo plano no contrato é estabelecido pela ans conforme cada tipo de plano (ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia, referência ou odontológico). Se o seu contrato mencionar algum atendimento que não esteja na lista previsto pela ANS, o plano é obrigado a cobrir.

Posso ser atendido em qualquer lugar?

Antes de assinar o contrato, pergunte sobre a abrangência da cobertura. Se o plano for de abrangência regional, o atendimento estará limitado à área geográfica prevista no contrato. Caso seja de cobertura nacional, o atendimento estará garantido em todo o país

A partir de quando posso usar meu plano?

Os períodos máximos de carência são: 24 horas para urgência e emergência; 180 dias para internações, cirurgias e procedimentos de alta complexidade; e 300 dias para parto. A operadora pode oferecer prazos menores, mas isso deve ser garantido por escrito

Posso fazer a portabilidade do plano?

A portabilidade é a possibilidade de mudar de plano sem precisar cumprir novamente a carência.

Quando terei reajuste por idade?

As empresas podem promover reajustes no valor do plano quando o consumidor muda de faixa etária. Essas faixas são definidas pela ANS. Quem contrata um plano aos 28 anos, por exemplo, terá de arcar com um reajuste deste tipo aos 29, quando mudará de faixa.


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