Protetores de animais vão realizar uma manifestação no próximo domingo 1º em Natal para cobrar justiça por Orelha, cão comunitário que morreu após ser violentamente agredido em Florianópolis (SC). O animal, que tinha aproximadamente 10 anos, foi encontrado agonizando em 4 de janeiro e passou por eutanásia no dia seguinte.
Exames periciais no corpo do cão confirmaram que ele foi atingido na cabeça com um objeto contundente — ou seja, sem ponta ou lâmina. O instrumento usado na agressão não foi encontrado.

Atos estão sendo programados por todo o País. Em Natal, o ato vai acontecer a partir das 15h, com concentração na Praça da Árvore de Mirassol. O protesto é organizado pelo programa PetZoo, mas conta com o apoio de outros movimentos ligados à causa animal. Os manifestantes deverão comparecer de camisa preta.
“Natal está junto por justiça. Por quem não teve voz. Por quem só sabia amar. Neste domingo, 1º de fevereiro, vamos às ruas para pedir #JustiçaPorOrelha. Um ato de amor, de indignação e de compromisso com a vida”, escrevem os organizadores do ato.
Investigação
Orelha era um cão comunitário que vivia em Praia Brava, em Florianópolis (SC). Ele tinha cerca de 10 anos de idade e era mantido por moradores da região. Ele foi encontrado agonizando em 4 de janeiro e levado para receber assistência veterinária, mas não resistiu.
Quatro adolescentes são suspeitos de terem praticado as agressões contra Orelha e tiveram os celulares apreendidos nesta semana. Os nomes não foram divulgados para cumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Ainda não veio à tona nenhum vídeo do momento das agressões, mas a Polícia Civil de Santa Catarina analisa imagens de câmeras de segurança da região e ouve testemunhas. Um grupo de jovens aparece caminhando na praia no dia em que o crime supostamente aconteceu.
Três homens adultos – pais e tio de um dos adolescentes – foram indiciados por coação de testemunha. Eles teriam intimidado o porteiro de um condomínio.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo de adolescentes também teria tentado afogar outro cachorro comunitário, o Caramelo, na mesma praia. Uma delegada informou que há imagens dos adolescentes pegando o animal no colo. Em complemento, testemunhas relataram que viram o grupo jogando o cão no mar.