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Meio ambiente

Quatro espécies de tartarugas-marinhas estão entre os animais ameaçados de extinção no RN

São consideradas vulneráveis as espécies com alto risco de extinção a médio prazo. Nessa categoria estão a tartaruga-cabeçuda e a tartaruga-oliva.
Redação
30/01/2026 | 10:56

O Rio Grande do Norte passou a contar, em janeiro de 2025, com a primeira lista oficial de espécies da fauna ameaçadas de extinção no estado. A lista foi publicada no Diário Oficial do Estado. Entre os 172 animais que aparecem no levantamento estão quatro espécies de tartarugas-marinhas, classificadas nas categorias vulnerável, em perigo e criticamente em perigo.

De acordo com a lista, são consideradas vulneráveis as espécies com alto risco de extinção a médio prazo. Nessa categoria estão a tartaruga-cabeçuda e a tartaruga-oliva.

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Tartaruga-oliva - Foto: reprodução

Já a classificação em perigo indica risco muito alto de extinção em um futuro próximo. A tartaruga-de-pente, a mais comum no litoral potiguar, está nessa situação. O enquadramento acende um alerta sobre a possibilidade de desaparecimento da espécie.

Na categoria mais grave, a de criticamente em perigo, estão os animais com risco extremamente alto de extinção imediata na natureza. É o caso da tartaruga-de-couro, também presente no litoral do estado.

Para a Associação de Proteção e Conservação Ambiental Cabo de São Roque, que atua há 10 anos no monitoramento de tartarugas-marinhas no litoral potiguar, o cenário reforça a urgência das ações de conservação.

“O trabalho de conservação e sensibilização é fundamental para manter essas espécies vivas. Essa lista mostra que é cada vez mais necessário investir em educação ambiental e em políticas públicas de conservação da natureza”, afirma Lucas Silva, presidente da APC Cabo de São Roque.

Tartarugas ao Mar

O monitoramento dos ninhos de tartarugas marinhas é desenvolvido pela APC Cabo de São Roque desde 2016 através do projeto Tartarugas ao Mar.

O trabalho é feito por uma equipe multidisciplinar formada por veterinários, biólogos, estudantes e pesquisadores que atuam diariamente nas praias. Os voluntários desenvolvem atividades como coleta de amostras biológicas; ações de sensibilização e educação ambiental; registro e atendimento de encalhes (vivos e/ou mortos); marcação com anilhas de animais juvenis e adultos; registro e proteção dos ninhos, dentre outras.

A Associação de Proteção e Conservação Ambiental Cabo de São Roque monitora 15 praias de quatro municípios dos litorais sul e norte do estado (Parnamirim, Nísia Floresta, Ceará-Mirim e Maxaranguape).

Desde o início do projeto, mais de 2 mil ninhos de tartarugas marinhas foram protegidos, resultando em mais de 140 mil filhotes ao mar.

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Tartaruga-de-pente – Foto: reprodução