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Saída

Haddad afirma que deixará Ministério da Fazenda em fevereiro

Ministro diz que data exata da saída e nome do substituto serão anunciados pelo presidente
Redação
29/01/2026 | 12:30

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira 29 que deve deixar o governo em fevereiro. Segundo ele, a data exata da saída da pasta e a escolha do substituto serão definidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“No mês de fevereiro com certeza, [vou] deixar o governo em fevereiro. A mesma coisa vale para quem vai ficar no meu lugar. Isso é papel do presidente anunciar e não eu antecipar uma decisão que ele tomou. A gente conversou já sobre o assunto”, afirmou Haddad em entrevista ao Metrópoles.

Haddad entrega hoje a Lula plano contra efeitos do tarifaço dos EUA - Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Fernando Haddad disse que presidente Luiz Inácio Lula da Silva está informado sobre sua intenção de deixar o cargo - Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro declarou que ainda não houve definição de um dia específico para a saída, mas que o presidente já está informado sobre sua intenção de deixar o cargo. Haddad também comentou sobre o atual secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, que é citado como possível sucessor no comando da equipe econômica.

“Ele [Dario Durigan] tem um conhecimento realmente abrangente. É uma pessoa de formação muito sólida. Agora, a prerrogativa, óbvio, é do presidente e é natural que outras pessoas se coloquem também. Dentro do PT tem muita gente que pode se colocar”, disse.

Haddad tem reiterado que não pretende disputar eleições e afirmou que pretende contribuir com a campanha pela reeleição de Lula. Integrantes do PT e do Executivo, no entanto, seguem defendendo uma possível candidatura do ministro em São Paulo, seja ao governo do estado ou ao Senado.

Ao fazer um balanço de sua gestão, Haddad mencionou cortes de benefícios tributários voltados à redução do déficit fiscal e ações para limitação das despesas. “Herdamos uma situação fiscal muito difícil”, disse. Ele também citou a reforma tributária, aprovada pelo Congresso Nacional em 2023 após décadas de tramitação.

O ministro minimizou críticas relacionadas ao aumento da dívida pública federal, que cresceu 1,82% em dezembro em relação a novembro e encerrou 2025 em R$ 8,635 trilhões. Haddad defendeu a redução da taxa básica de juros como forma de estabilizar a dívida.

Na quarta-feira 28, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano e indicou a possibilidade de corte na próxima reunião. “A taxa de juros, que vai começar a cair, está em um patamar incompatível com a estabilidade da dívida”, afirmou o ministro.