Após o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quinta-feira 8, ao chamado PL da Dosimetria, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em publicação nas redes sociais, que “Lula não quer paz” e acusou o governo federal de promover uma perseguição política.
O PL da Dosimetria é uma proposta que altera critérios de fixação de penas e pode reduzir condenações relacionadas à tentativa de golpe de Estado. Entre os possíveis beneficiados estão réus condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, além do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em publicação na rede social X, Flávio Bolsonaro classificou o presidente como um “produto vencido, movido a ódio e ideologia” e criticou a condução da política de Segurança Pública. Segundo o senador, o governo não teria se manifestado sobre líderes de facções criminosas que não retornaram ao sistema prisional durante a última saída temporária de Natal. “Enquanto isso, criminosos seguem roubando e matando por um celular nas ruas do Brasil”, escreveu.
Na mesma mensagem, o parlamentar afirmou que o governo estaria invertendo prioridades ao considerar mais grave “uma mulher que suja uma estátua com batom” do que crimes violentos. Ele definiu a atuação do Executivo como uma “perseguição política escancarada, seletiva e injusta”.
Flávio Bolsonaro também anunciou que a oposição pretende atuar para derrubar o veto presidencial. “Na primeira sessão do Congresso Nacional, vamos trabalhar para derrubar esse veto. Chega de inversão de valores. O Brasil precisa de justiça, segurança e respeito ao cidadão de bem”, afirmou.
O veto do presidente Lula ainda pode ser derrubado pelo Congresso Nacional. Para isso, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), precisa convocar uma sessão conjunta de senadores e deputados para votação. A derrubada de um veto presidencial exige, no mínimo, 257 votos na Câmara dos Deputados e 41 votos no Senado Federal.