O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou neste sábado 16, em Natal, que qualquer definição sobre um eventual “plano B” do partido para a disputa presidencial de 2026 dependerá exclusivamente de Jair Bolsonaro. O ex-presidente, que seria a primeira opção, está atualmente impedido de concorrer a cargos eletivos em razão de decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que o tornou inelegível até 2030.
Durante o encerramento do projeto Rota 22 no Rio Grande do Norte, realizado no Olimpo Recepções, Valdemar destacou que não tem preferência pessoal sobre nomes para a disputa. “Quem escolhe, quem vai decidir é o Bolsonaro, porque ele é o dono dos votos. Eu não tenho [predileção por nenhum nome]. Nunca comentei esse assunto com ele e, quando ele fala em nome de alguém para mim, eu falo: ‘vai ser o que você escolher’”, afirmou, em entrevista ao AGORA RN.
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Segundo o dirigente, a influência de Bolsonaro no processo é incontestável, já que ele concentra a base de apoio do partido. “Tem muita gente que vem falar comigo sobre eleição e sobre candidatura, eu falo: ‘tem que ser o Bolsonaro’. Agora, o Rogério participa mais do que eu, porque o Bolsonaro ouve mais o Rogério Marinho do que a mim”, disse, citando o senador potiguar Rogério Marinho, que é secretário-geral do partido.
“Povo do RN precisa mais dele aqui”, afirma Valdemar sobre Rogério Marinho
Valdemar também aproveitou a entrevista para destacar o papel do senador Rogério Marinho no cenário político nacional e, principalmente, no Rio Grande do Norte. O dirigente ressaltou que o ex-ministro do Desenvolvimento Regional é um dos quadros mais citados dentro do partido para 2026.
“O Rogério é citado sempre, não é eventualmente. Muitos deputados e senadores da nossa bancada falam do Rogério. Ele foi um exemplo no governo federal. É preparado, equilibrado e ele tem tudo para ser tudo”, elogiou.
Apesar disso, Valdemar defendeu que o futuro de Marinho seja voltado à política potiguar, e não a uma disputa nacional. Para ele, o Estado precisa mais da liderança do senador do que o País. “Acho que o povo do RN precisa mais dele aqui, porque os dados do Estado são muito ruins. Tenho certeza que ele levanta esse estado se for governador”, declarou.
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