No fim de semana, eu cometi um erro. Assumi e até hoje estou me cobrando por isso. Fui duramente atacado e alvo de acusações grotescas, como a de desejar uma morte no Cidade Junina. Parte dos que me atacaram transformaram a inauguração de uma adutora de R$ 82 milhões na “inauguração de um cano”. Nenhum deles se retratou, pediu desculpas e assumiu o erro. Tudo para ridicularizar a governadora Fátima Bezerra (PT) em uma obra que levou água ao povo de Governador Dix-sept Rosado. Esse é o exemplo prático do que separa um erro de apuração e uma fake news. A segunda nunca se corrige porque a intenção é desinformar.
Luta política

A esquerda caminha para perder o Governo do RN e parte do problema é passa pela mais absoluta falta de luta política. Dois exemplos: 1) o TCU suspendeu duas licitações e Fátima foi alvo de informações distorcidas; 2) a governadora inaugurou uma adutora no valor de R$ 82 milhões e os espalhadores de fake news disseram que foi um “cano”. Nos dois casos, a gestão petista ficou praticamente sem defesa dos políticos. Essa covardia vai custar caro!
Styvenson
O senador Styvenson Valentim (PSDB) está surfando sem ser refutado pelos adversários políticos. Mente, distorce e fala as maiores barbaridades. Assim é fácil nadar de braçada para ser reeleito ano que vem.
Hipócrita
O senador Rogério Marinho (PL) é um hipócrita. Ele diz ser um defensor da liberdade de expressão absoluta e está me processando por eu ter escrito que ele não tem do que reclamar do STF, instituição que ele tanto ataca, porque se livrou de um processo por lá. Em nome da honra, dele quer R$ 40 mil de indenização. Será uma luta desigual porque o bolsonarista é imbatível no Judiciário.
Mamata
Essa notícia passou despercebida nas polêmicas da semana que passou. Santa Catarina, o estado mais bolsonarista do Brasil, tem 858 alunos milionários com bolsas de estudo, bancadas pelo Governo do Estado comandado por Jorginho Melo (PL), aquele que outro dia fez um discurso separatista atacando o Nordeste.
Mamata 2
Pelo segundo ano consecutivo, meia dúzia de barões locais aproveitou a presença em Mossoró de Bruno, da dupla com Marrone, para fazer uma “intera” para uma festinha privada ao som do cantor. Fala-se que neste ano a brincadeira custou R$ 300 mil (R$ 10 mil por casal). A ostentação rende vídeos virais nas redes sociais, mas esconde um abuso com o dinheiro público. O translado do artista e a hospedagem dele foram bancadas com verba pública. Pagar imposto essa gente não quer, mas bem que deveria fazer outra cotinha para reembolsar a Prefeitura de Mossoró. Até porque a resenha entregou um Bruno cheio de cana e com voz desgastada para o povão na Estação das Artes.
Flopada
A flopada de domingo na Avenida Paulista foi um cortejo fúnebre da pauta da anistia para os golpistas. O evento fracassado também significa que o bolsonarismo não controla mais as ruas. Mas isso não quer dizer que o extremismo de direita acabou. Essa gente esquisita ainda é muito forte e pauta o debate público com os temas mais inúteis que podemos imaginar. Jair Bolsonaro (PL) segue sendo o principal nome desse campo e quem ele indicar para presidente estará no segundo turno em 2026.
Números
No domingo, a Prefeitura de Mossoró anunciou que o Boca da Noite teve 200 mil pessoas. Na segunda de tarde, o consórcio de mídia de Allyson Bezerra (União) baixou o número para 145 mil. Já a noite, o prefeito deu entrevista dizendo que eram 129 mil.