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Bruno Barreto

Congresso contra o povo: Câmara aprova PEC da Impunidade

Confira a coluna de Bruno Barreto desta quinta-feira 18
Bruno Barreto
18/09/2025 | 05:29

Após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e sua gangue de golpistas, os deputados federais decidiram estabelecer mais bagunça institucional em vez de construir uma normalidade democrática. Primeiro fazendo uma gambiarra para permitir que Eduardo Bolsonaro continuem conspirando contra o Brasil, depois aprovando a grotesca PEC da Impunidade.

REPERCUSSÃO

Congresso contra o povo: Câmara aprova PEC da Impunidade - Foto: Kayo Magalhães / Câmara
Congresso contra o povo: Câmara aprova PEC da Impunidade - Foto: Kayo Magalhães / Câmara

No RN, pegou mal demais a união do bolsonarismo com o Centrão para aprovar essas pautas que insultam a inteligência do povo. O troco tem que vir nas urnas. Nossos parlamentares deveriam estar empenhados no fim da escala 6×1 e na isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.

REFLEXÃO

Começa com a PEC da Blindagem e anistia aos golpistas. Daqui a pouco, acaba com o SUS, desmantela o INSS, revoga a CLT, privatiza a educação, restringe o direito ao voto, acaba com a Justiça do Trabalho, extingue o salário mínimo, substitui o TSE por uma junta militar e… pá! Volta a escravidão e metem um Orleans e Bragança no poder.

REFLEXÃO 2

A Câmara dos Deputados, ao aprovar a PEC da Impunidade, está oficializando o que já existe na prática só que ampliando o controle. Uns podem tramar contra o Brasil no exterior, perseguir jornalista apontando uma arma, incitar o assassinato do presidente, fazer discurso homofóbico, hackear o sistema de Justiça, mandar matar vereadora militante dos direitos humanos, praticar obstrução de Justiça, bater em sindicalistas… A lista é interminável de quem fez e faz essas coisas sem ser punido. Outros não podem ironizar o comportamento transfóbico de “uns” nem chutar de leve o traseiro de quem fez provocação envolvendo a mãe morta por câncer.

VERGONHA

Uma vergonha a Câmara Municipal de Mossoró recusar uma simples moção de aplauso à delegação do RN que foi à França fazer campanha para tornar o forró patrimônio da humanidade. Quando chega o Mossoró Cidade Junina, esses inúteis querem aparecer atrás de votos.

QUEDA

O prefeito Allyson Bezerra (União) começou o ano com intenções de votos acima de 40%. Agora, transita abaixo desse percentual. Ainda é o favorito ao Governo do RN, mas o caminho será mais difícil do que se imaginava.

DESGASTE

O maior calo da gestão de Allyson é a saúde, que é uma bagunça acima dos padrões para a área. Isso gera desgaste com o “povão”. Mas em Mossoró ele começa a perder simpatia de setores da classe média e da elite por atitudes como as desapropriações sem sustentação técnica. Há quem aposte que o prefeito não está mais com aquela popularidade nos píncaros da glória, como diria o saudoso Emery Costa.

TERCEIRIZAÇÃO

Há uma diferença de postura quando o assunto é pagamento atrasado de terceirizadas. Quando é com o Governo do RN, tem ampla divulgação e greves. Quando é com a Prefeitura de Mossoró, o assunto é abafado. Só fico sabendo por trabalhadores apavorados com medo de perseguição. A terceirização é uma tragédia.