Comemorado em 12 de maio, o Dia das Mães é uma das datas mais esperadas pelo setor do comércio varejista. Neste ano não será diferente, e os lojistas de Natal têm se preparado para receber a alta demanda que a data traz. Do outro lado, os consumidores têm buscado opções que caibam no orçamento para presentear as mães.
Sobre as expectativas do comércio, o AGORA RN conversou com Matheus Feitosa, presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (Aeba).

De acordo com ele, a maior parte das lojas e segmentos se prepara meses antes organizando os estoques, preparando a equipe para o momento e investindo também nos canais digitais como redes sociais ou plataformas de vendas.
“As expectativas são das melhores. Sempre procuramos investir em tudo que estiver ao nosso alcance para vender mais. Nossas projeções são que as vendas cresçam em torno de 5% a 6% a mais do que 2023, tendo em vista a maior facilidade que o cliente tem de organizar seus pedidos à distância e só ir na loja pegar tudo pronto”, disse ele.
Em relação às atividades no Alecrim, ele explica que, mesmo com dificuldades como a interdição parcial da Ponte de Igapó e a falta de estacionamento e de ordenamento público, as lojas, camelôs, ambulantes, shoppings e galerias costumam vender bem e driblam essas dificuldades com inteligência e apoio da Aeba.
“E dependendo do porte da empresa, existem também novas contratações para dar conta com o melhor atendimento ao cliente”, explicou Matheus.
O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL), José Lucena, afirmou à reportagem que o Dia das Mães é a segunda melhor data em vendas para o comércio.
“Tem forte apelo emocional. Então, as expectativas sempre são altas de movimentar o comércio e aquecer as vendas. Pesquisa do SPC Brasil e da CNDL realizada em todas as capitais do País revelou que 78% dos consumidores devem realizar pelo menos a compra de um presente no período, ou seja, vamos ter comércio aquecido”, comentou o presidente.
De acordo com a CDL, a expectativa é que cerca de 128 milhões de pessoas presenteiem alguém este ano, o que deve movimentar cerca de R$ 40,21 bilhões nos segmentos de comércio e serviços de todo país. Em Natal, a estimativa é que a data movimente cerca de R$ 96,8 milhões.
A pesquisa da CDL identificou algumas tendências de compras para este ano.
Roupas, perfumes e cosméticos lideram o ranking dos presentes mais procurados pelos filhos. Os campeões de venda devem ser as roupas, calçados ou acessórios (42%), perfumes (41%), cosméticos (26%) e chocolates (17%). Aí é preciso destacar ainda que a moda quem dita o modelo do vestuário, dos acessórios por exemplo, e nesse ponto o lojista mais uma vez precisa estar atento ao que é tendência, ao perfil do cliente dele e impulsionar a divulgação deste produto”, finalizou.
“Esse ano está mais caro”, dizem os consumidores sobre preços de produtos
Para os natalenses, comprar presentes de Dia das Mães é uma prioridade que já está no orçamento no mês de maio. O AGORA RN foi até as ruas do Alecrim e conversou com consumidores sobre o que eles têm procurado para a data neste ano.
Empresário de 60 anos, Fábio Ricardo contou que tem achado as opções para o Dia das Mães diversificadas. “As pessoas aproveitam muito nos próximos três dias, na sexta, na quinta e no sábado, mas as opções estão sendo muito amplas e bem divulgadas”, disse.
Fábio escolheu presentear com perfumes, mas não chegou a estabelecer um valor limite. “No caso como uma mãe ou uma esposa, não tem muito essa situação do valor. O importante é que as pessoas fiquem satisfeitas. No meu caso, não tenho mãe, mas tenho esposa para isso”, completou.
O empresário diz que sente que houve reajustes nos preços em comparação ao ano anterior, mas disse entender que é normal dentro da inflação anual.
A estudante Luma Maia conversou com a reportagem enquanto procurava um presente para a mãe. “Eu estou pensando em comprar uma bolsa para a minha mãe, de até R$ 200. Eu estou achando tudo bem mais caro”, disse ela.
No Alecrim, a estudante Aline Santos e a auxiliar de cozinha Cristiane Bandeira comentaram que têm achado tudo mais caro do que no ano passado. Apesar de já saber o que comprar, Aline disse que ainda estava procurando outras opções. Já Cristiane optou por eletrônicos, mas estabeleceu o limite entre R$ 200 e R$ 300.