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Salário

“É insignificante”: Natalenses opinam sobre salário mínimo definido para 2025

Reportagem do AGORA RN foi às ruas da capital potiguar para ouvir o que os natalenses pensam sobre o aumento previsto pelo governo para o ano que vem
Isabelly Noemi
19/04/2024 | 08:38

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou na última segunda-feira 15 que o governo planeja estabelecer um salário mínimo de R$ 1.502 para o ano de 2025. Essas informações foram incluídas no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) do próximo ano, que foi encaminhado ao Congresso ainda na segunda.

O projeto também apresentou previsões de R$ 1.582 para o salário mínimo em 2026, de R$ 1.676 para 2027 e de R$ 1.772 para 2028. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.

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Fotos: José Aldenir/AGORA RN

A equipe de reportagem do AGORA RN foi até as ruas de Natal para ouvir a opinião e preocupações da população sobre o aumento e os impactos do valor das despesas cotidianas de cada um. Confira a enquete:

Afranio Jorge 62 anos aposentado
Afranio Jorge, 62 anos, aposentado

‌“Vai aumentar noventa reais. Absurdo, pode ter certeza que é um absurdo esse aumento, não tem nem lógica. Tudo está aumentando, não adianta nada, o aumento que ele [Lula] deu não está acompanhando o custo de vida como ele está falando. Só se for na casa dele, porque aqui fora não tá não”.

‌“Eu estou achando o anúncio bem antes do tempo, não estou entendendo o porquê. Em relação ao aumento, é insignificante, porque quando aumenta o salário mínimo, por exemplo, um pastel que você está comendo, se ele é R$1 ele vai para R$1,50. Aí você percebe que a disparidade na porcentagem e a falta de controle não existe. Não existe fiscalização, digamos, acirrada que torne esse salário digno. Outra coisa que já foi divulgada, que o DIEESE, Departamento de Estudos Socioeconômicos, determinou que o salário mínimo, deveria ser de certa de R$ 6,3 mil”.

Maria Helena 64 anos vendedora
Maria Helena 64 anos vendedora

‌“É bom, mas agora é pouco, porque não dá para comprar nada, não é? Se tiver empréstimo, é o dinheiro contado. O empréstimo é o que a gente pode fazer. Esse valor não é condizente com os custos de vida, tá tudo caro. Um quilo de tomate por R$ 11. Pelo amor de Deus. Mas a gente chega lá, não é?”.

‌“Acho bom, por que? Porque não diminuiu, está aumentando. Aquilo que diminui, mas o que aumenta, tudo que vem é bom, entendeu? Não é, não é condizente com os gastos, mas já é alguma coisa. Eu digo porque se aumenta alguma coisa, então não diminui, é melhor. Muita gente quer um aumento absurdo, mas se você aumentar mais a inflação vai dar para cima, né? Quanto maior o salário mínimo, mais a inflação, entendeu?”.

‌“Poderia ser melhor, não é? Pelo dia a dia da gente. Acho que esse valor de R$ 90 deveria ser maior, não condiz com nossos custos e os valores das coisas. Poderia ser bem maior”.

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