O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) informou que já contabiliza ao menos 24 ocupações de terra dentro das manifestações do “Abril Vermelho”.
As ações ocorrem em 11 estados: Sergipe, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Norte, Bahia, Pará, São Paulo, Distrito Federal, Goiás, Ceará e Rio de Janeiro.

No Rio Grande do Norte, cerca de 80 famílias ocuparam a fazenda Campos Novos, localizada no município de Santa Maria, na região Agreste do Estado.
O acampamento foi batizado de José Alves da Silva, em homenagem a um sem-terra vítima do massacre de Eldorado dos Carajás.
No RN, o movimento reivindica as terras da fazenda, que possui cerca de 2 mil hectares e, segundo o MST, estava improdutiva há anos.
Além disso, cerca de 300 famílias ocuparam a antiga Companhia Açucareira do Vale do Ceará-Mirim, pertencentes à Prefeitura de Ceará-Mirim, na Grande Natal.
De acordo com o MST, foram selecionadas pelo País afora localidades estratégicas, como uma área da Embrapa em Petrolina (RJ) apontado pelo movimento como “improdutiva, ociosa e abandonada”; uma usina em Goiás que, segundo o movimento, acumula dívidas com a União; e uma área já comprovada como pública em Campinas (SP).
O Abril Vermelho é um tradicional mês de lutas realizado anualmente pela organização. Em 2024, o lema escolhido para organizar o mês de atividades foi “Ocupar para o Brasil alimentar”.
A escolha do momento decorre do 17 de abril, o Dia Internacional de Luta Camponesa. Nesta data, em 1996, foram assassinados 21 trabalhadores rurais no Massacre de Eldorado do Carajás, no estado do Pará.