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Decisão

STF rejeita CLT para motorista de app

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou por unanimidade
Redação
06/12/2023 | 07:38

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou por unanimidade vínculo de emprego entre motorista e aplicativo, enviou o tema ao plenário —para a análise de todos os ministros— e pediu ainda o levantamento das decisões da Justiça do Trabalho que desrespeitam a jurisprudência da corte.

O colegiado atendeu ao pedido feito pela empresa Cabify e cassou decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRF-3), de Minas Gerais.

Alexandre de Moraes, presidente do TSE. Foto: Gustavo Moreno/STF
Alexandre de Moraes, relator do caso, no STF. Foto: Gustavo Moreno/STF

O tribunal havia determinado que a carteira de trabalho do motorista fosse assinada, como as regras previstas na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

No recurso levado ao Supremo, chamado de reclamação, a empresa alegou, porém, que a decisão anterior ignorava o entendimento da corte constitucional sobre a validade da terceirização.
A defesa do aplicativo defendeu que a jurisprudência do STF “fixou tese no sentido de admitir outras formas de contratações civis, diversas da relação de emprego”.

Os ministros Cristiano Zanin, Luiz Fux e Cármen Lúcia seguiram o voto do relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes. Uma cadeira da turma está vazia desde que Luís Roberto Barroso assumiu a presidência do tribunal e Rosa Weber se aposentou. Cabe recurso na própria turma