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Opinião

A falta de limite do radicalismo político; leia coluna de Alexandre Macedo

Confira a análise de Alexandre Macedo sobre radicalismo em meio às discussões sobre a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas
Alexandre Macedo
07/11/2023 | 05:00

O radicalismo político, sempre quando é agudizado, faz mal à sociedade.

Aqui no Brasil, sempre houve um certo radicalismo, mas era possível a convivência entre os adversários. Nos últimos anos, porém, o radicalismo, por vontade dos comandantes dos polos políticos, foi agudizado e as pessoas entraram neste processo.

Protesto de manifestantes de esquerda em favor do Hamas em São Paulo - Foto: Reprodução
Protesto de manifestantes de esquerda em favor do Hamas em São Paulo - Foto: Reprodução

Nesse cenário, importante registrar que o PT foi o responsável pelo surgimento, crescimento e eleição de Jair Bolsonaro como presidente. E Bolsonaro, por sua vez, foi o responsável pelo ressurgimento do PT. Um, pelos seus erros e absurdos, faz com que a sociedade se lembre do outro. No fim das contas, entre o ruim e o menos pior, a população reflete: “se é o que temos, vamos lá”.

Dentro do petismo, há muita gente boa que acredita nos ideais do PT. Do lado do bolsonarismo, também: há muita gente boa e que acredita nos ideais da direita. E é livre ao cidadão ser de esquerda, de direita ou optar pelo centro. Mas o radicalismo que serve aos dois polos fez com que a sociedade entrasse num processo de radicalização que passou muito do razoável do campo político.

O momento é tão delicado que exige de todos nós cuidado sobre o que é dito nas escolas, nas famílias, nas empresas… Enfim, nas relações normais. É importante agir para que não surja entre as opiniões o radicalismo, e ele vença, plante a discórdia.

Nos últimos dias, a novidade no Brasil é mais um radicalismo. Desta vez, a discussão entre os polos é a guerra entre Israel e o Hamas.

Os polos opostos não entraram na discussão para fazer um apelo pela paz, pela civilidade. Também não está no objetivo defender que Israel tem o direito de ter o seu estado e lá habitar com os seus quase 9 milhões de judeus. Ou que os palestinos também têm o direito de ter um estado, uma terra definida.

Isso, aliás, deveria ser a solução pacífica possível. Mas o mundo não consegue produzir essa saída saudável. Então, imagina-se que a bala, a guerra e até o terror sejam a solução.

De todo modo, é legítimo que as pessoas tenham o direito de defender Israel e as pessoas que estão em Gaza e na Cisjordânia, o mundo palestino e árabe. Este não é o problema.

O problema é que, por causa do radicalismo, há quem defenda o terror. E, no momento atual, é importante deixar claro: quem defende o Hamas, sem querer, ou querendo, defende o terrorismo.

*Alexandre Macedo é consultor político.