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Esportes

MPRN pede suspensão de torcida organizada do ABC após violência

Carros dos jogadores foram apedrejados no último sábado, após derrota para o Criciúma
Redação
11/07/2023 | 08:51

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) solicitou a suspensão de uma torcidas organizadas do ABC após ataques registrados contra jogadores do clube e familiares deles no sábado 8 após a derrota para o Criciúma, pela Série B do Campeonato Brasileiro.

Além disso, o MPRN já requereu à Polícia Civil que seja designado um delegado para investigar a autoria dos atentados. Depois da partida, alguns jogadores tiveram carros apedrejados dentro do estacionamento do estádio Frasqueirão, em Natal.

Torcida organizada do ABC durante jogo contra o Criciúma no sábado. Foto: José Aldenir/Agora RN
Torcida organizada do ABC durante jogo contra o Criciúma no sábado. Foto: José Aldenir/Agora RN

O MPRN, com base um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com as torcidas organizadas e com a Polícia Militar, vai solicitar a suspensão da torcida Garra Alvinegra por 10 jogos. Esse pedido de suspensão tem a concordância do Comando da Polícia Militar.

Na manhã desta segunda-feira 10, o promotor de Justiça Luiz Eduardo Marinho Costa se reuniu com o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Francisco Araújo; com o comandante da PM, coronel Alarico Azevedo; com o comandante do Batalhão de Polícia de Choque, tenente-coronel Ricardo Santos; e outras autoridades da segurança pública.

Inicialmente, o MPRN havia divulgado que seriam duas torcidas, mas, após reunião na tarde desta segunda-feira com integrantes da diretoria do ABC, decidiu não mais pedir a suspensão da torcida Movimento 90, como havia informado mais cedo. “Nesse encontro, restou esclarecido que não há registro de envolvimento de integrantes desta torcida organizada com os ataques”, informou o órgão.
No encontro, foi iniciada a discussão para analisar possíveis novas sanções aos envolvidos nos ataques. Ainda na reunião, a PM apresentou o relatório dos fatos registrados no Frasqueirão.

O MPRN solicitou que a Delegacia-Geral de Polícia Civil designe um delegado para apurar o cometimento, pelo menos, dos crimes de: tentativa de homicídio, associação criminosa, dano ao patrimônio privado, ameaça e por provocar tumulto em arena esportiva.

Depois da derrota para o Criciúma, torcedores pularam o muro das dependências do complexo Vicente Farache e depredaram carros dos jogadores. De acordo com os relatos dos atletas, durante o atentado, por pouco crianças não foram atingidas pelas pedras arremessadas. Ninguém se feriu.

O carro do atacante Welliton foi o mais danificado e teve a imagem viralizada, com uma pedra e os estilhaços de vidro no banco do automóvel.

“Isso é um absurdo. Quebraram meu carro dentro do meu ambiente de trabalho. Se tivesse alguém da minha família dentro do carro poderia ter matado alguém. Isso nunca será futebol”, escreveu.
O meia Thonny Anderson compartilhou a mesma foto e falou do risco que todos correram: “Jogaram pedra a 5 metros do meu filho de apenas 2 anos de idade. Se essa pedra pega na cabeça dele, provavelmente não ia escutar mais a voz dele me chamando de papai. Mas, graças a Deus, ninguém foi atingido”, lamentou Thonny.

Ainda no sábado, o executivo de futebol do ABC, Marcelo Segurado, pediu apoio do poder púbico para uma punição.