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Justiça

Zanin é aprovado no Senado para integrar o STF

O Senado aprovou nesta quarta-feira, por 58 votos a 18, a indicação de Cristiano Zanin como novo ministro do STF
Redação
22/06/2023 | 08:26

O Senado aprovou nesta quarta-feira 21, por 58 votos a 18, a indicação de Cristiano Zanin, 47, como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

O voto dos senadores em indicação de ministro do STF é secreto. Dos três potiguares, apenas Rogério Marinho (PL) revelou o voto: que foi contrário.

CCJ Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
Novo ministro do STF Cristiano Zanin - Foto: Pedro França / Senado

Primeiro indicado pelo presidente Lula (PT) no atual mandato para a Corte, Zanin é amigo do presidente, para quem advogou nas ações da Operação Lava Jato, e precisava do voto de ao menos 41 senadores (de um total de 81 integrantes da Casa) para ser chancelado.

Ele ocupará a vaga de Ricardo Lewandowski, que se aposentou em abril, e poderá ficar no STF até novembro de 2050, quando completa 75 anos, idade-limite para ministros da corte. Ainda não foi marcada data para a posse, mas a expectativa de aliados é que ele assuma em agosto.

Antes da aprovação pelo plenário do Senado, Zanin passou por sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa, onde também teve seu nome aprovado, por 21 votos a 5.

A sabatina transcorreu sem sobressaltos e com elogios ao advogado, inclusive de senadores críticos a Lula, com menções positivas sobretudo ao perfil garantista de Zanin —ou seja, que reforça o direito de ampla defesa de acusados e investigados.

A confirmação pelo Senado do novo integrante do STF ocorreu 20 dias após a indicação de seu nome pelo presidente da República.

Zanin conseguiu conquistar a simpatia dos atuais ministros do STF e de grande parcela de políticos, inclusive ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após ter se notabilizado por questionamentos à Lava Jato.

O novo ministro do STF teve nona maior folga entre votações ao tribunal, empatado com o ministro Dias Toffoli.

A sabatina do advogado na CCJ durou cerca de 8 horas. A etapa é obrigatória para que ele assuma a vaga aberta no STF com a aposentadoria de Ricardo Lewandowski.

Aos parlamentares, Zanin afirmou que não irá se comportar como um “subordinado” de Lula na Corte, apesar da amizade que tem com o presidente. Ele disse que será “subordinado exclusivamente à Constituição”.

O advogado acrescentou, ainda, que posições democráticas estão acima de “quaisquer outros interesses”.

Acrescentou, ainda, que não irá se declarar impedido de julgar processos somente por conterem a “etiqueta” de Lava Jato. Zanin argumentou que, para se declarar impedido, precisa ter atuado como advogado e analisar alguns quesitos, como as partes envolvidas.

“Com relação à suspeição e ao impedimento, senador Sergio Moro, as regras objetivas podem desde logo ser tratadas e enfrentadas. Então, regra objetiva é: nos processos em que atuei como advogado, se aprovado for pelo Senado, não poderei vir a julgar este processo ou causa, se estiver no STF”, respondeu Zanin a Moro (União Brasil-PR).