Quando o tema é Olimpíadas, o brasileiro tende a associá-las diretamente a esportes. Mas elas também estão presentes quando o assunto é ciência. Para isso, jovens brasileiros terão a tarefa de representar o Brasil em duas destas competições que acontecerão nos meses de outubro e novembro. Serão dez alunos de várias cidades do país os responsáveis por defender as cores da bandeira nacional na na Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), no Panamá, e na Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, em inglês), na Geórgia, no leste europeu.
Fazem parte da seleção brasileira meninos e meninas com idades de 16 a 18 anos. O primeiro evento será o torneio latino-americano no Panamá, previsto para acontecer de 25 de outubro a 7 de novembro. Segundo a revista Galileu, participarão os estudantes Davi de Lima Coutinho dos Santos (Itatiba – SP), Gabriel Consentino Botrel Chalfun (Lavras – MG), Hugo Fares Menhem (São Paulo – SP), Mariana Neves Tana (Três Pontas – MG) e Murilo Martins Trevisan (Vinhedo – SP).

Para a competição internacional de astronomia e astrofísica, que vai rolar na Geórgia, de 14 a 21 de novembro, outros cinco representantes do Brasil vão comparecer: Gabriel Hemetrio de Menezes (Belo Horizonte – MG), Gabriela Martins dos Santos (Brusque – SC), Jan Bojan Ratier (Curitiba – PR), Paulo Henrique dos Santos Silva (Barueri – SP) e Paulo Otávio Portela Santana (Campo Grande – MS).
SELEÇÃO
Antes de tudo, vale ressaltar que para representar o Brasil nessas competições, os jovens participaram de um processo de mais de um ano desde a realização da 24ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), realizada no ano passado. Após serem selecionados, eles ainda passaram por uma bateria de provas e treinamentos para poderem então estar dentre os nomes escolhidos.
“A expectativa é muito boa, o nosso treinamento foi muito rico, com aulas duas vezes por semana com astrônomos profissionais, provas e listas de exercícios elaboradas pela comissão de treinamento, formada por voluntários que já participaram e conquistaram medalhas em olimpíadas”, afirma o professor Eugênio Reis, vice-coordenador nacional da OBA e um dos responsáveis pela preparação da Seleção Brasileira de Astronomia, em nota à imprensa.
O Brasil, atualmente, é o maior medalhista latino-americano nas competições internacionais de astronomia e ciências afins e, em 2021, ganhou pela primeira vez a medalha de ouro na Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica.