\n\n\nApesar de Garibaldi ter votado a favor do impeachment de Dilma, Lula diz no RN que manterá relação com MDB
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Apesar de Garibaldi ter votado a favor do impeachment de Dilma, Lula diz no RN que manterá relação com MDB

Em visita ao Rio Grande do Norte, Lula se encontrará com Garibaldi Alves, emedebista que votou pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2016
Metrópoles
24/08/2021 | 16:02

Em visita ao Rio Grande do Norte, nesta terça-feira 24, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem um encontro marcado com o ex-senador Garibaldi Alves (MDB) e seu filho, o deputado Walter Alves, que comandam o MDB no estado. Esta é mais uma conversa política de Lula com figuras de fora do leque da esquerda e, principalmente, com o MDB, partido do ex-presidente Michel Temer, e que deflarou o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

O objetivo do encontro é juntar forças contrárias ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no campo nacional e reforçar o possível apoio dos emedebistas à governadora Fátima Bezerra (PT), que tentará a reeleição.

lula
Ex-presidente Lula - Foto: Reprodução

“Se o MDB estiver disposto a fazer uma composição com a companheira Fátima aqui, eu acho que MDB está fazendo uma opção de apoiar aquela que certamente vai ser uma governadora que vai marcar a história deste estado”, disse Lula.

Apesar de ter sido ministro do governo de Dilma Rousseff, Garibaldi Alves foi um dos senadores que votou pelo impeachment da ex-presidente.

Além disso, o presidente do MDB, Baleia Rossi, vem trabalhando no plano nacional para a formação de uma candidatura que se contraponha à chamada polarização entre Lula e Bolsonaro.

Dilma tem se mantido afastada da pré-campanha petista, enquanto Lula tem realizado conversas com forças políticas antagônicas do PT e com partidos que estiveram no centro do processo que culminou com sua saída do poder.

Nesta semana, no Ceará, Lula encontrou com Tasso Jereissati (PSDB), Eunício Oliveira (MDB) e com o senador Cid Gomes (PDT).

O ex-presidente, que deve ser o candidato petista ao Planalto, explicou que as conversas que vem mantendo, não representam “casamento” e sim uma “convivência dentro do limite que a liberdade política” exige.

“A política é a arte da convivência democrática na diversidade. Quando você está estabelecendo uma relação política com uma pessoa não está propondo casamento a essa pessoa. Vocês está propondo uma uma convivência dentro do limite que a liberdade política e a democracia exigem que a gente tenha”.

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