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Coluna

Marcelo Hollanda: Guitarrista Eric Clapton é negacionista da vacina

Confira a coluna de Marcelo Hollanda desta quarta-feira 16
Marcelo Hollanda
16/06/2021 | 10:42

Eric Clapton foi pra cuicuia

Com 52 casos confirmados de infecção por covid-19 entre jogadores, integrantes de delegações e prestadores de serviço envolvidos na Copa América, só faltava essa: Eric Clapton ser um negacionista da vacina.

Marcelo hollanda: era o que faltava: o excepcional guitarrista eric clapton ser um negacionista da vacina
Guitarrista Eric Clapton. Foto: Reprodução

Considerado um dos grandes guitarristas de todos os tempos, com um pé no Rock e o outro no Blues, Clapton pensou seriamente em deixar a Inglaterra com a família para não ser obrigado a se vacinar.

Pior: como não conseguiu e entrou na agulha agora ele se queixa que sua imunidade foi “pra cucuia” por causa da vacina, razão pela qual anda prostrado, cheio e ais e uis.

E antes que você pergunte, sim, a expressão é lá do Rio de Janeiro, originada de um bairro da Ilha do Governador chamado Cucuia.

Bastava um morador ir dessa pra melhor para ser enterrado no Cemitério da Cucuia.

Pois é, o grande Eric Clapton morreu, mas passa bem. Depois de vacinado ele está inteirinho, só perdeu um batalhão de fãs pelo planeta ao dar uma de Jair.

Resultado: com essa historia de efeitos colaterais da vacina, como febre, dificuldade para dormir e dores nas juntas, todos os sintomas compreensíveis na terceira idade, lá foi ele dormir na gloria e acordar no ostracismo.
Agora anda se queixando que ninguém liga mais pra ele e que até família o colocou pra escanteio.

Verdade, verdade mesmo é que o grande Eric Clapton representa uma minoria na classe artística que rejeitou a vacina e o isolamento social, igualzinho ao Jair.

A sorte do músico britânico é que ele toca demais aquela guitarra enquanto o nosso presidente adora usar a expressão “no tocante”.

Mas como este ele mantém inalteradas suas convicções e declama os mesmos mantras como a crença na liberdade de expressão e movimento, mesmo à custa das mortes de milhares de pessoas privadas de vacinas.

O que separa o grande roqueiro do líder brasileiro é quando ele diz acreditar também “na vida, no amor e na gentileza”.

Só que foi pego no fogo cruzado entre vacina e negacionismo e agora viu a tremenda encrenca em que se meteu.
Afinal, o compromisso de uma artista de seu tamanho é pelo menos falar besteira.