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Único jornal gratuito do Estado, Agora RN chega a 1 mil edições em sua versão impressa

Com obstinação e enfrentando a maior crise sanitária do planeta, jornal impresso de distribuição gratuita vence desafios e se impõe como mídia alternativa
Redação
25/01/2021 | 07:37

Mil edições nos últimos cinco anos. Pense bem: se isso não é compromisso com leitor, com todas as dificuldades criadas ultimamente pela pandemia, é bom reinventar a palavra. E não só compromisso com o leitor, mas com os anunciantes também, sem os quais o projeto editorial inaugurado pelo jornalista Alex Viana há cinco anos não teria prosperado.

Daí o peso de mil edições, num tempo em que projetos em todos os setores nascem e morrem todos os dias. Não é fácil e requer obstinação. Mas esta qualidade Alex tem de sobra, considerando o início de tudo lá atrás, quando o jornalista potiguar, com anos de estrada em publicações memoráveis como o extinto Jornal de Hoje, resolveu que não bastaria ter um portal de sucesso como o Agora RN.

Versão impressa do agora Rio Grande do Norte chega a 1 mil edições
Equipe faz entrega do jornal Agora RN - Foto: José Aldenir

Seria necessário também algo que falasse alto junto aos diferentes públicos habituados a compartilhar de uma boa edição impressa toda a manhã em casa, na padaria tomando o primeiro desjejum ou na rua mesmo, entre um e outro compromisso.

Alex sempre considerou – e estava certo – que veículos de comunicação complementares em diferentes plataformas são fonte permanente de adesão e auxiliam anunciantes a vender melhor seus produtos e serviços. Foi dentro desse modelo de negócio que o Agora RN jornal ganhou as ruas.
Primeiro, numa versão standard maior, no estilo dos jornais tradicionais pagos e adquiridos em bancas, com uma tiragem enxuta de três mil exemplares, até o modelo atual gratuito com 7,5 mil exemplares auditados pelo IVC – Instituto Verificador de Circulação.

O que Alex aprendeu nessa transição? Além do fato da vida não ser fácil e nem o céu estar perto, o experiente jornalista entendeu que o modelo de jornal pago jamais superaria em adesão do público e do anunciante algo entregue de graça para o desfrute do leitor.

Depois, percebeu que um conteúdo original para este modelo impresso e gratuito seria de fundamental importância para complementar as demais mídias do grupo, fortemente instaladas também nas redes sociais. Ou seja, o jornal impresso cobriria uma lacuna fundamental do mercado, fornecendo as informações e análises no mesmo diapasão com as ações de cunho publicitário que tanto interessam aos anunciantes.

A receita foi um estrondoso sucesso na medida em que o formato gratuito mostrou a receptividade do público para com um produto novo, num tempo em que a internet invade os lares de maneira avassaladora, nos roubando à tradicional cumplicidade com o que é local.

Nesse sentido, o Agora RN reacendeu a paixão pelo jornalismo impresso, sem abdicar das demais plataformas. Rememorando um pouco a história, a versão impressa do Agora RN teve início em 2016, com jornal semanal pago em banca, consumindo dinheiro e nada mais do que isso. Foi um tempo em que foi necessária muita resiliência de Alex para manter as coisas de pé.
Ao inaugurar o ambicioso projeto de jornal diário e gratuito, em abril de 2017, a tiragem não passava de 500 exemplares, que iam para as bancas no final da tarde. Foi nesse momento que Alex pensou no modelo de distribuição gratuita: por que não?

Afinal, saindo do standard para o tabloide a ideia acompanharia de perto a experiência da gratuidade em alguns mercados do Brasil e da Europa.
Como se sabe, o tabloide é a metade de um jornal tradicional e, sendo gratuito, encaixava-se totalmente na missão de facilitar a portabilidade e o compartilhamento do jornal entre mais de um leitor.

Com isso, não deu outra: o Agora RN ganhou pernas próprias para andar comercialmente. Isso, é claro, não foi de uma hora para outra, demandou pesquisas aqui no país e no exterior, Europa e Estados Unidos, onde existem vários diários em plena vigência.

A gratuidade do jornal, a partir de uma distribuição militante nos sinais de trânsito, padarias, empresas e repartições públicas, começou com cinco mil exemplares diários, passando rapidamente para 10 mil. Paralelamente à consolidação do impresso, Alex estruturou a redação para trabalhar também sobre produtos novos, além do Agora RN que já estava nas ruas de Natal.

Daí para diante a história é conhecida: equipes de distribuição foram formadas, instalando na empresa a distribuição como apêndice importante de toda a operação editorial. Tanto foi assim que Alex criou uma diretoria própria para orientar essa operação tão vital para o negócio.

Um dia, os telefones da redação começaram a tocar. Era o dono da oficina, o advogado, o médico, a cabeleireira, o professor, o estudante querendo saber onde poderiam conseguir um exemplar, o que obrigou a empresa a disponibilizar, mediante uma taxa simbólica, a entrega em domicílio.

O Agora RN é um multiproduto editorial a serviço, ao mesmo tempo, do público em geral e dos clientes, em particular, mantendo uma prestação de serviços à altura desses dois grupos de interesses distintos. Mas os recursos humanos dentro da empresa foram passando por sucessivas adequações e ajustes até se criar uma cultura própria de trabalho que nunca deixa de se aperfeiçoar.

Afinal, o Agora RN já adotara para si o desafio de ser o primeiro impresso de grande circulação na história do estado a ser distribuído gratuitamente. Quem não conhece a estrutura de um veículo de comunicação nem imagina a complexidade da operação. “É administrar conflitos, cometer erros, redimir-se deles fazendo a coisa certa, até errar de novo para novamente acertar”, resume Alex Viana.

Com o jornal diário grátis, vieram outras mudanças na empresa, que foi obrigada a mudar-se para uma estrutura mais ampla, localizada no bairro de Petrópolis. Nesse tempo, Alex se dividia entre sua mesa na redação e sua sala pessoal na administração de onde passou a dirigir quase tudo que era possível numa jornada de 15 horas diárias.

A concretização do modelo gratuito ganhou feições definitivas, como conhecemos atualmente, quando ele implantou uma impressora rotativa num grande galpão em Dix-Sept Rosado, na zona Oeste da cidade, depois de uma série de ajustes técnicos que incluiu, além de viagens a São Paulo, a contratação de uma equipe experiente para dar conta do recado da parte industrial. A tiragem subiu para os 10 mil exemplares e atualmente está em 7,5 mil. Seria bem mais sem a pandemia da Covid-19.

O que dizem os leitores

O trabalho do Agora RN é feito, diariamente, para os leitores. Antigos ou novos, assíduos ou esporádicos, trabalhadores ou estudantes, homens ou mulheres. Todos, a cada edição lida, contribuem diretamente para que as informações cumpram a sua função final: chegar aos cidadãos potiguares de maneira verdadeira, concisa e imparcial. Nesse especial, a opinião desses especialistas em Agora RN é a que conta.

O professor Naldo Santos, de 35 anos, diz que o que mais gosta no jornal são os informativos via WhatsApp. “Porque me deixam bem informado e assim também informo outras pessoas, pois compartilho as mensagens”. Para ele, uma das matérias mais especiais foi sobre a chegada da vacina contra a Covid-19 ao RN. :“Aumentou nossas esperanças nesta pandemia”, relatou.

Outros leitores também compartilham da opinião sobre os recebimentos de notícias via aplicativo e mensagem. “Gosto da clareza das informações, de receber o jornal via WhatsApp e de me sentir bem informada sobre tudo”, contou a servidora pública Assunção Câmara, de 45 anos. O fotógrafo Wanderley Adams, relatou que ele e a família amam o jornal e elogiou: “é um trabalho maravilhoso!”.

“O que mais gosto é quando se dá mais ênfase a notícias boas, como foi com a chegada da vacina. Acho que as notícias ruins podem ser ditas apenas uma vez, porque o mundo já sofreu muito desde o ano passado. Então ficar nos mostrando muito sobre assaltos, violência doméstica, isso não é bom. Mas vocês mostram os dois lados, e por isso é um excelente jornal, principalmente quando mostra as belezas do nosso RN”, afirmou outro leitor.

A servidora pública, Sinara de Barros Couto, de 65 anos, indica que adora ler o jornal impresso. “Gosto da diversidade das notícias. Parabéns pelas mil edições. Seguirei com vocês até onde me for permitido”, prometeu. Quem também está sempre ligada no jornal é Neide Garcia, de 75 anos, que aprecia as novidades do Governo do Estado em relação aos salários dos servidores. “Gosto das notícias sobre os salários e pagamentos dos servidores públicos do estado. E também fico de olho nas notícias sobre as vacinas”, disse.