Policiais civis foram às ruas de Florânia e de São Vicente, no RN, e de Campina Grande, na Paraíba, nesta sexta-feira 6 para cumprir três mandados de prisão e seis mandados de busca e apreensão na segunda fase da Operação Cavalo de Troia. Conduzida pela Polícia Civil do RN, a investigação mira um esquema de fraude eletrônica que causou prejuízo de quase R$ 1 milhão a uma empresa. A apuração se volta contra uma organização criminosa suspeita de praticar o chamado golpe do falso CEO.
Nesse tipo de crime, os golpistas se passam por dirigentes de empresas e procuram funcionários para pedir transferências bancárias. A vítima acredita que está apenas cumprindo uma ordem do chefe. No caso apurado, uma funcionária foi levada a fazer quatro transferências por Pix, que juntas chegaram a quase R$ 1 milhão.

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Primeira fase
A operação começou em Currais Novos, com a execução de uma ordem de prisão preventiva e de um mandado de busca e apreensão. Naquela etapa, em 2 de julho, foi presa uma mulher de 37 anos, titular da conta bancária que recebeu o dinheiro, conforme noticiado na época. Segundo a Polícia Civil informou então, o golpista usou um perfil externo no aplicativo Microsoft Teams com o nome do diretor-presidente da empresa, e a fraude foi descoberta em 8 de maio, quando ele voltou a pedir pagamentos.
O aprofundamento das investigações levou a novos suspeitos. Os policiais também reuniram indícios de que os integrantes da quadrilha dividiam tarefas, com uns encarregados de aplicar os golpes e outros de movimentar os recursos obtidos.
Investigação
Nas buscas desta segunda fase, as equipes recolheram equipamentos eletrônicos e outros materiais que podem ajudar a explicar como o esquema funcionava. O objetivo agora é seguir o caminho do dinheiro transferido e definir o papel de cada suspeito. A Polícia Civil quer identificar todos os participantes e esclarecer por onde os valores passaram depois dos pagamentos, de acordo com o que publicou a edição impressa do Correio de Hoje desta sexta-feira 6.
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Prevenção
Para não cair no golpe, a orientação da polícia é que empresas e funcionários desconfiem de pedidos de pagamento que chegam por aplicativos de mensagens ou plataformas corporativas. Antes de fazer qualquer transferência, o pedido deve ser confirmado com o próprio responsável, por um canal oficial de comunicação.
Quem tiver informações que ajudem a identificar outros envolvidos ou a avançar nas investigações pode avisar a Polícia Civil pelo Disque Denúncia 181. O anonimato é garantido.
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