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Meta nega interferência eleitoral e pede reunião com TSE

Empresa afirma que adota critérios iguais para Lula e Flávio Bolsonaro e quer esclarecer medidas determinadas pela Justiça Eleitoral
Agora RN
20/10/2026 | 15:25

A Meta, empresa responsável pelo Facebook, Instagram e WhatsApp, negou ter favorecido candidaturas ou interferido nas eleições presidenciais de 2026. Em resposta enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na segunda-feira 19, a companhia afirmou que aplica os mesmos critérios de distribuição de conteúdo aos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) e solicitou uma reunião para prestar esclarecimentos nesta terça-feira 20.

A manifestação foi apresentada após determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze, juiz auxiliar da propaganda eleitoral, para que a empresa comprovasse o cumprimento das medidas estabelecidas pela Justiça Eleitoral para garantir tratamento igualitário às duas candidaturas.

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Meta afirma ao TSE que aplica os mesmos critérios às campanhas presidenciais de Lula e Flávio Bolsonaro - Foto: Divulgação

A campanha de Lula havia acusado a plataforma de restringir o alcance de publicações do presidente, bloquear a criação de imagens pela ferramenta de inteligência artificial Meta AI e favorecer conteúdos relacionados a Flávio Bolsonaro. As suspeitas foram associadas a possíveis diferenças no funcionamento dos algoritmos das redes sociais.

Em resposta ao TSE, a Meta afirmou que as contas e publicações dos dois candidatos seguem as mesmas regras de distribuição. A empresa também informou que as restrições automáticas às contas oficiais de anúncios das campanhas passam por revisão humana em até duas horas.

A companhia declarou ainda que implementou uma lista de autorização para permitir anúncios eleitorais apenas de candidatos, partidos, coligações e federações cadastrados na Justiça Eleitoral. Sobre o uso de inteligência artificial, informou que conteúdos gerados pela ferramenta serão bloqueados no período de 72 horas antes até 24 horas depois da votação.

A Meta também apresentou informações sobre a análise de perfis e publicações. Segundo a empresa, foram examinadas 255 contas e 1.204 postagens indicadas no processo. Desse total de publicações, 270 já tinham identificação de conteúdo gerado por inteligência artificial, 720 foram retiradas do ar por falta do rótulo exigido e 214 não tinham relação com conteúdo eleitoral.

A empresa afirmou ainda que a conta de anúncios da campanha de Lula, que havia sido temporariamente bloqueada, foi reativada no mesmo dia em que o problema foi identificado. Segundo a Meta, o episódio não prejudicou o alcance das publicações e todos os anúncios contratados foram veiculados integralmente.

A reunião solicitada pela empresa deve permitir a apresentação dos esclarecimentos técnicos ao ministro Marco Aurélio Bellizze. A Meta informou que pretende entregar ao TSE o relatório final sobre as medidas adotadas cinco dias após o segundo turno das eleições, marcado para 25 de outubro.