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Operação Sine Mora

Polícia Civil investiga venda irregular de tomografias no Walfredo Gurgel e afasta cinco servidores

Operação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão; investigação aponta cobrança de vantagens indevidas para facilitar exames custeados pelo SUS
Agora RN
07/10/2026 | 11:36

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta quarta-feira 7, a Operação Sine Mora para investigar a comercialização irregular de exames de imagem no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. A ação teve apoio da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e cumpriu 15 mandados de busca e apreensão.

A Justiça determinou medidas cautelares contra sete investigados, incluindo o afastamento de cinco servidores efetivos de suas funções. Também foram impostas restrições de acesso ao hospital e de contato entre investigados e testemunhas, comparecimento periódico em juízo e proibição de sair da comarca sem autorização judicial.

Tomógrafo com mesa de exames em sala hospitalar, em foto de arquivo.
Tomógrafo em foto de arquivo; Polícia Civil investiga comercialização irregular de exames no Hospital Walfredo Gurgel — Foto: Reprodução/ALRN

Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta a participação de servidores públicos e terceiros em um esquema de facilitação irregular de exames custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mediante recebimento de vantagens indevidas.

Sesap identificou inconsistências nos registros do Walfredo Gurgel

A investigação começou a partir de informações encaminhadas pela Sesap sobre inconsistências entre os registros de entrada de pacientes e os exames efetivamente realizados. Também foram identificados atendimentos fora do fluxo regular do hospital.

Em nota, a secretaria informou que a apuração envolve possível venda de acesso a exames como tomografias e radiografias. A pasta afirmou que a investigação é anterior à atual gestão da Sesap e da direção do Walfredo Gurgel e contou com a colaboração de ambas.

A Sesap também comunicou que os cinco funcionários serão afastados preventivamente da escala do hospital até uma definição posterior sobre o caso.

Celulares e documentos foram apreendidos

Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos celulares e documentos que serão analisados ao longo da investigação. A nota da Sesap menciona ainda outros equipamentos pessoais e agendas com registros recolhidos de cinco funcionários.

O cumprimento dos mandados contou com a participação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Norte (Gaeco/MPRN).

A expressão latina “Sine Mora” significa “sem demora”. Segundo a Polícia Civil, o nome da operação faz referência à facilitação e à antecipação indevida de exames fora do fluxo regular do serviço público de saúde.

Informações que possam ajudar na investigação podem ser repassadas anonimamente pelo Disque Denúncia 181.