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Por que noites mal dormidas podem estar afetando a sua saúde cardiovascular?

Nesta Dia Mundial do Coração, especialista chama atenção para um fator de risco que costuma passar despercebido
Agora RN
28/09/2026 | 12:48

A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no mundo e que fatores comportamentais e metabólicos podem ser prevenidos ou controlados.

Quando se fala em cuidar do coração, alimentação equilibrada, atividade física, controle da pressão arterial, colesterol e diabetes costumam aparecer entre as primeiras recomendações. Mas o sono, nem sempre recebe a mesma atenção.

Médico cardiologista usando jaleco branco e estetoscópio em ambiente hospitalar
Sono de qualidade também integra os cuidados para manter a saúde cardiovascular - Foto: Divulgação

Dormir pouco ou ter uma rotina de sono de baixa qualidade de forma recorrente também pode repercutir sobre a saúde do seu coração.

De acordo com o cardiologista Nelson Solano, do Hospital do Coração, do grupo Athena Saúde, em Natal, a relação entre sono e coração merece ser observada principalmente quando noites maldormidas deixam de ser uma situação ocasional e passam a fazer parte da rotina.

“Quando uma pessoa dorme mal de maneira frequente, não estamos falando apenas de cansaço no dia seguinte. O sono participa de processos importantes para o equilíbrio do organismo, e alterações persistentes podem estar associadas a fatores que aumentam o risco cardiovascular. Por isso, avaliar a qualidade do sono também faz parte de uma visão mais ampla de prevenção.”

Uma noite ruim eventualmente não significa que uma pessoa desenvolverá uma doença cardíaca. A preocupação está principalmente na repetição do problema e na presença de outros fatores de risco.

Hipertensão, diabetes, colesterol elevado, excesso de peso, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e alimentação inadequada estão entre os fatores associados às doenças cardiovasculares. O estresse e a falta de sono adequado também integram esse conjunto.

Observar o próprio padrão de sono pode ser uma forma simples de identificar que algo na rotina precisa ser revisto.

“Mais do que transformar o sono em uma cobrança, é importante entender que ele faz parte do cuidado integral com a saúde. Uma rotina regular, com tempo adequado para descanso, deve ser encarada como um dos hábitos que ajudam a proteger o organismo”, explica Solano.

Por isso, a prevenção passa pelo acompanhamento periódico de fatores como pressão arterial, glicemia e colesterol, além da adoção de hábitos saudáveis.

É fundamental que para conciliar um bom sono relaxante o ambiente de dormir tenha pouca ou nenhuma luminosidade, nem barulho ou uso de telas. No fim, cuidar do coração também significa olhar para a rotina como um todo, inclusive para aquilo que acontece quando o dia termina e o corpo precisa descansar.