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POLÍTICA

Lula diz que Fachin ‘começou a colocar ordem na casa’ após decisões no STF

Em entrevista ao SBT, presidente afirmou que todos devem responder caso haja culpa e defendeu abertura do sigilo das investigações
Agora RN
11/09/2026 | 09:51

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira 10 que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, “começou a colocar ordem na casa” ao tomar decisões relacionadas à crise instalada na Corte.

A declaração foi dada em entrevista ao SBT. Lula comentou as medidas adotadas por Fachin na quarta-feira 9, envolvendo decisões dos ministros André Mendonça e Flávio Dino, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o inquérito das fake news, que estava sob relatoria de Alexandre de Moraes.

lula entrevista.sbt

Segundo a revista Veja, Fachin anulou decisões de Mendonça e Dino sobre a permanência de Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal. O presidente do STF também retirou o inquérito das fake news da relatoria de Moraes e marcou para a próxima terça-feira 15 uma sessão para analisar o relatório que aponta uma relação próxima entre o magistrado e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.

“Eu estou satisfeito que o Fachin começou a colocar ordem na casa”, declarou Lula. Em seguida, afirmou que eventuais responsabilidades devem ser apuradas. “Quem é culpado de verdade? Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar. Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar. Se o Fachin é culpado, tem que pagar”, disse.

O presidente defendeu que todos estejam submetidos à Constituição e afirmou que a lei deve prevalecer. Lula também voltou a criticar o que classificou como “vazamentos seletivos” e defendeu a abertura completa do sigilo das investigações.

“Já que vai haver vazamentos seletivos, tem que fazer a abertura de sigilo de todo mundo, para ver se a Corte recupera sua credibilidade”, afirmou.

Na entrevista, Lula ainda disse que poderá discutir a criação de mandatos para ministros do STF caso seja reeleito. Para ele, a medida merece debate e pode contribuir para a renovação na Corte.