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População

População cai em 57 municípios, e Estado perde 8,5 mil habitantes

Natal perdeu 1.053 habitantes, mas permanece como a cidade mais populosa do estado, com 783,2 mil moradores
Agora RN
28/08/2026 | 22:37

Dos 167 municípios do Rio Grande do Norte, 57 tiveram redução na população estimada entre 2025 e 2026. Natal faz parte da lista e perdeu 1.053 habitantes no período, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira 28 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A população total do estado foi estimada em 3.463.737 habitantes, uma redução de 8.501 pessoas em relação a 2025. Os dados têm como referência o dia 1º de julho de 2026.

Estudantes do IFRN representam a população jovem do Rio Grande do Norte
IBGE estima queda populacional em 57 municípios potiguares — José Aldenir/Agora RN

Natal passou de 784.249 para 783.196 habitantes. Apesar do recuo pelo segundo ano consecutivo, a capital continua como o município mais populoso do Rio Grande do Norte.

Entre os municípios potiguares, Touros apresentou a redução proporcional mais intensa. A população estimada caiu de 34.767 habitantes em 2025 para 34.412 em 2026, uma diferença de 355 pessoas. Venha-Ver aparece em seguida, com queda de 3.005 para 2.976 habitantes. João Dias também teve redução e passou de 2.073 para 2.054 moradores.

As estimativas são calculadas com base nas projeções populacionais do país e dos estados, combinadas com as tendências observadas nos municípios nos dois últimos censos.

Enquanto 57 municípios perderam habitantes, Pureza apresentou o maior crescimento proporcional do estado. A população passou de 9.752 para 10.283 pessoas, um aumento de 531 moradores, equivalente a aproximadamente 5,4%.

Extremoz registrou o maior aumento em números absolutos entre os três municípios com crescimento proporcional mais intenso. A cidade passou de 68.584 para 70.452 habitantes, um acréscimo de 1.868 pessoas.

Com o novo resultado, Extremoz ocupa a sétima posição entre os municípios mais populosos do Rio Grande do Norte.

Tibau do Sul também aparece entre as cidades com maior crescimento proporcional. O município passou de 18.080 para 18.302 moradores, um aumento de 222 pessoas.

Cidades concentram metade da população

Os dez municípios mais populosos concentram 54,18% dos habitantes do Rio Grande do Norte. Todos possuem mais de 50 mil moradores.

Natal permanece na primeira posição, com 783.196 habitantes. Mossoró aparece em segundo lugar, com 279.100, seguida por Parnamirim, com 273.952.

São Gonçalo do Amarante ocupa a quarta posição, com 125.691 habitantes, e é o último município potiguar com mais de 100 mil moradores. Na sequência aparecem Macaíba, com 87.634 habitantes, Ceará-Mirim, com 83.662, Extremoz, com 70.452, Caicó, com 63.338, Assú, com 59.278, e São José de Mipibu, com 50.386.

Cidades com menos de 3 mil moradores

O Rio Grande do Norte possui 16 municípios com população estimada abaixo de 3 mil habitantes. Venha-Ver passou a fazer parte desse grupo em 2026, depois da redução para 2.976 moradores.

Viçosa continua como o município menos populoso do estado, com 1.909 habitantes. É a única cidade potiguar com menos de 2 mil moradores.

João Dias aparece na segunda posição entre os municípios menos populosos, com 2.054 habitantes. Em seguida estão Ipueira, com 2.090, Galinhos, com 2.159, Monte das Gameleiras, com 2.347, Bodó, com 2.357, Taboleiro Grande, com 2.411, Timbaúba dos Batistas, com 2.428, Jardim de Angicos, com 2.483, e Pedra Preta, com 2.491.

Entre os dez municípios com as menores populações, João Dias, Bodó, Jardim de Angicos e Pedra Preta tiveram redução em relação a 2025.

Estimativas influenciam repasses

As estimativas populacionais são divulgadas anualmente pelo IBGE e ajudam a acompanhar as mudanças ocorridas entre um Censo Demográfico e outro. O levantamento também considera alterações nos limites territoriais realizadas depois do Censo de 2022.

Os números são usados pelo Tribunal de Contas da União no cálculo dos recursos destinados aos estados e municípios por meio dos fundos de participação. Dessa forma, mudanças na população estimada podem influenciar a distribuição dos repasses públicos.