O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu Xavier (PT) prometeu reduzir para, no máximo, 30 dias o tempo de espera por cirurgias na rede estadual. A meta integra o programa “Saúde no Tempo Certo”.
A proposta prevê ampliar a realização de procedimentos nos hospitais regionais para evitar que pacientes do interior precisem se deslocar até Natal. Cadu mencionou as unidades de Mossoró, Assú, Pau dos Ferros e João Câmara entre as estruturas que deverão receber mais cirurgias.

“A gente [vai] fazer com que as cirurgias sejam realizadas cada vez mais nos hospitais regionais”, afirmou. Segundo o candidato, a descentralização permitirá reduzir a fila e aproximar o atendimento da população.
O “Saúde no Tempo Certo” foi dividido por Cadu em três frentes. Além das cirurgias, o programa prevê o uso da telemedicina para ampliar o acesso a consultas e a implantação de centrais regionais de diagnóstico destinadas à realização de exames.
Na primeira etapa, a intenção é permitir que parte dos atendimentos médicos seja realizada remotamente. “Primeiro, usando a telemedicina, para que as pessoas tenham acesso a consulta de forma mais célere e da sua própria casa, para a gente reduzir a fila de acesso a consultas”, explicou.
Outra proposta é criar unidades regionais para exames de imagem e outros procedimentos necessários à identificação de doenças. O candidato comparou o modelo pretendido com institutos privados existentes em cidades como Natal e Mossoró.
Cadu reconheceu que, atualmente, o tempo de espera permanece como um problema. Apesar disso, o petista destaca o aumento do número de procedimentos realizados durante a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT). Segundo ele, aproximadamente 700 mil cirurgias foram feitas ao longo dos oito anos da atual administração.
Para financiar as medidas, Cadu prometeu elevar os recursos estaduais destinados à saúde. Atualmente, o Rio Grande do Norte aplica o mínimo constitucional de 12% da receita na área. O candidato afirmou que pretende aumentar esse patamar para 15% ou 16% durante um eventual mandato.
“Nós temos o compromisso de sair dos 12% que nós investimos hoje em saúde, que é o mínimo constitucional, e chegar a 15%, 16%, porque há um subfinanciamento na saúde hoje”, declarou.
Cadu registrou que a rede estadual ampliou a oferta de serviços nos últimos anos, mas o financiamento não cresceu no mesmo ritmo.
Ao defender a viabilidade das propostas, o ex-secretário estadual da Fazenda afirmou que elas foram formuladas com base no conhecimento que acumulou sobre as contas e o funcionamento da administração. “Eu não estou candidato a governador do Estado para fazer proposta tentando iludir as pessoas. A gente conhece, a gente está preparado e a gente conhece, de fato, os desafios e os avanços do nosso Estado”, declarou.