BUSCAR
BUSCAR
Alimentação

Comer fora fica 4,45% mais caro em Natal, aponta Procon

Pesquisa encontrou diferença de até 199,38% entre estabelecimentos; preço médio da quentinha nº 2 aumentou 25,82% em um ano
Redação
07/08/2026 | 12:51

O preço médio das refeições em Natal aumentou 4,45% em um ano, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal). O valor passou de R$ 82,78 para R$ 86,46, uma diferença de R$ 3,68 para o consumidor.

O levantamento foi realizado entre os dias 20 e 31 de julho em restaurantes de diferentes regiões da capital. Foram analisados os preços de refeições por quilograma, self-service, prato executivo, prato do dia, opções com carne, frango ou duas proteínas e diferentes tamanhos de quentinhas.

Preço médio das refeições em Natal aumentou 4,45% em um ano, segundo levantamento do Procon
Pesquisa do Procon Natal identificou aumento no preço médio das refeições e diferenças de até 199,38% Foto: José Aldenir

A maior alta anual foi registrada na quentinha média nº 2. O preço subiu de R$ 15,92 para R$ 20,03, um avanço de 25,82%, correspondente a R$ 4,11.

Diferença chega a quase 200%

A maior variação entre os estabelecimentos apareceu no self-service. Os preços foram encontrados entre R$ 16 e R$ 47,90, uma diferença de 199,38%.

No almoço por quilograma, os valores variaram de R$ 50 a R$ 135. Já o prato executivo custava entre R$ 18 e R$ 47 nos restaurantes visitados.

Segundo o Procon Natal, a diferença entre os estabelecimentos pode proporcionar uma economia superior a R$ 30 em uma única refeição, dependendo da modalidade escolhida.

Zona Norte tem maiores valores

A Zona Norte apresentou os maiores preços em grande parte das categorias analisadas. Na região, o almoço por quilograma chegou a ser encontrado por R$ 135, o maior valor identificado no levantamento.

Os maiores valores médios de prato executivo, prato do dia e refeições com carne e frango também foram identificados na Zona Norte.

A Zona Oeste, por outro lado, concentrou alguns dos menores preços. O self-service custava, em média, R$ 19,33; o prato executivo, R$ 19; e o prato do dia, R$ 16,50.

Nas regiões Sul, Leste e Central, os preços ficaram em níveis intermediários na maior parte das categorias. A área Central, entretanto, apresentou variações de até 143,75% no self-service e nas refeições com duas proteínas.

A diretora-geral do Procon Natal, Dina Perez, recomenda que o consumidor avalie, além do preço, a qualidade dos alimentos, as condições de higiene, a variedade do cardápio, a quantidade servida e as formas de pagamento oferecidas.