O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 1,16% em julho, após recuar 0,50% em junho, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Foi a segunda deflação mensal consecutiva. O resultado veio abaixo da expectativa de queda de 1,09% apontada em pesquisa da Reuters.
Apesar dos dois recuos, o indicador acumula alta de 2,08% em 2026 e de 2,76% nos últimos 12 meses. Em junho, a variação anual estava em 3,16%. O movimento reduz a correção de contratos vinculados ao índice, como os de aluguel com aniversário em agosto.

A queda foi puxada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do IGP-M e acompanha os preços no atacado. O subíndice recuou 1,74% em julho, ante queda de 0,97% em junho. As matérias-primas brutas aprofundaram a retração de 2,76% para 3,89%, enquanto os bens finais passaram de alta de 0,23% para queda de 0,82%.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve variação negativa de 0,01%, depois de subir 0,47% em junho. Alimentação passou de alta de 1,02% para queda de 0,74%, enquanto vestuário saiu de avanço de 0,14% para recuo de 1,03%. A redução nos alimentos in natura foi parcialmente compensada pelo aumento das passagens aéreas durante as férias de julho.
Em sentido contrário, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) avançou 0,62%, abaixo dos 0,85% registrados em junho. Os custos com materiais e equipamentos desaceleraram de 0,86% para 0,42%, mas a mão de obra acelerou de 0,91% para 0,93%.
O IGP-M de julho foi calculado com preços coletados entre 21 de junho e 20 de julho. A próxima divulgação está prevista para 28 de agosto e considerará o período entre 21 de julho e 20 de agosto.