BUSCAR
BUSCAR
Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro diz não confiar na direção da PF e rejeita escolta na campanha

Pré-candidato à Presidência afirma que recusará proteção da Polícia Federal durante a campanha e pede que efetivo seja direcionado à investigação de fraudes no INSS
Por O Correio de Hoje
20/07/2026 | 14:47

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, anunciou neste domingo (19) que não utilizará a estrutura de segurança disponibilizada pela Polícia Federal aos candidatos ao Palácio do Planalto durante a campanha eleitoral de 2026. A decisão foi divulgada por meio das redes sociais e foi justificada por críticas à atual direção da corporação.

Na publicação, o parlamentar afirmou não confiar no diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, e declarou que teme a presença de agentes infiltrados na equipe de segurança responsável por sua campanha.

Flávio foto Jefferson Rudy Senado
Pré-candidato do PL afirmou que não confia na PF sob Andrei Rodrigues - Foto: Jefferson Rudy / Senado

“Não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha”, escreveu o senador.

Flávio também informou que pretende solicitar que os policiais que poderiam ser destacados para sua proteção sejam direcionados às investigações sobre o esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Ao comentar o caso, o senador voltou a mencionar a investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Peço que os servidores da PF que estariam à minha disposição sejam destinados, imediatamente, para a investigação do roubo dos aposentados do INSS. Se a desculpa oficial do chefe da PF para não investigar Lulinha – acusado de receber mensalinho do Careca do INSS – foi a falta de efetivo, quero dar a minha contribuição para que o dinheiro roubado no governo Lula seja devolvido aos aposentados”, afirmou.

Apesar de anunciar que recusará a proteção institucional da Polícia Federal, Flávio Bolsonaro já adota medidas próprias de segurança durante compromissos públicos. O senador costuma participar de eventos acompanhado por uma equipe de segurança privada e utiliza colete à prova de balas em agendas políticas.

Operação da PF começa nesta segunda

A manifestação do pré-candidato ocorre na véspera do início da operação especial organizada pela Polícia Federal para garantir a segurança dos candidatos à Presidência da República durante o período eleitoral.

A estrutura começará a funcionar nesta segunda-feira (20) e poderá mobilizar até 458 servidores, além de veículos blindados, equipamentos para neutralização de drones e kits de inspeção antibomba. O orçamento estimado da operação é de R$ 95 milhões.

O esquema será disponibilizado aos candidatos após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias, que também começam nesta segunda-feira. A utilização da estrutura dependerá de solicitação formal apresentada por cada campanha.

Segundo a Polícia Federal, o planejamento prevê atendimento simultâneo de até dez candidatos à Presidência. As equipes especializadas serão distribuídas em todo o país e acompanharão permanentemente os deslocamentos e compromissos dos presidenciáveis durante a campanha.

A corporação informou ainda que todas as candidaturas serão avaliadas pelos mesmos critérios técnicos. O número de agentes destacados e os recursos empregados em cada operação serão definidos individualmente, conforme a análise do grau de risco de cada candidato.