O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) oficializa nesta quarta-feira 1º, em Brasília, o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como candidato a vice-presidente em sua chapa à Presidência da República. O ato marca uma nova etapa da pré-campanha, mas deverá ocorrer sem a presença da maior parte dos governadores do PSD.
A expectativa da campanha é que, após a oficialização, Kassab passe a dividir com Caiado a agenda nacional da candidatura, intensificando articulações políticas, viagens e negociações para ampliar os palanques estaduais. Antes da cerimônia, os dois se reuniram em São Paulo para definir os últimos detalhes do evento e traçar os próximos passos da campanha.

Apesar do simbolismo da escolha, ao menos quatro dos seis governadores do PSD não devem comparecer. As ausências reduzem o peso político do ato, realizado na última semana antes de entrarem em vigor as restrições da legislação eleitoral aos chefes do Executivo, que têm concentrado agendas administrativas e inaugurações em seus estados.
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, permanecerá no estado para cumprir compromissos previamente agendados. Em Minas Gerais, Mateus Simões participará da posse do novo presidente do Tribunal de Justiça mineiro e, segundo auxiliares, também mantém vínculo político com o governador Romeu Zema (Novo), adversário de Caiado na disputa presidencial.
No Rio Grande do Sul, Eduardo Leite seguirá com compromissos no interior do estado, enquanto Ratinho Junior, do Paraná, está licenciado por motivos pessoais. Já os governadores Marcos Rocha, de Rondônia, e Fábio Mitidieri, de Sergipe, não haviam informado se participariam do evento até o fechamento da reportagem.
Nos bastidores, integrantes do PSD afirmam que parte dos governadores só tomou conhecimento da cerimônia na véspera, por meio da imprensa, reforçando a percepção de que a mobilização ficou concentrada na direção nacional da legenda.
A indicação de Kassab busca fortalecer o engajamento do PSD na campanha presidencial de Caiado. Como presidente nacional do partido, ele continuará responsável pela condução das negociações políticas e pela distribuição dos recursos dos fundos partidário e eleitoral, essenciais para as campanhas de candidatos a governador, Senado e Câmara dos Deputados.
Interlocutores da legenda, porém, avaliam que a permanência de Kassab no comando do PSD enquanto integra a chapa presidencial também gerou desconforto entre alguns correligionários.