Após percorrer diferentes países ao longo dos últimos meses e consolidar uma das fases mais internacionais de sua trajetória, o BaianaSystem apresenta ao público o álbum “O Mundo Dá Voltas Dando Voltas pelo Mundo”. O trabalho chegou às plataformas digitais nesta quinta-feira 18, pelo selo Máquina de Louco, com distribuição da Altafonte, ampliando o universo criativo inaugurado em “O Mundo Dá Voltas”, lançado em janeiro de 2025.
A nova produção surge como um desdobramento do disco que marcou uma nova etapa artística do grupo baiano e aprofundou conceitos iniciados ainda em 2019, no álbum “O Futuro Não Demora”. Desde então, o projeto ganhou repercussão nacional e internacional, acumulando apresentações em diversos países e conquistando reconhecimento da crítica especializada, incluindo um Grammy Latino.

Agora, o grupo transforma essa experiência acumulada em um trabalho que atravessa fronteiras geográficas e sonoras. O novo álbum reúne produtores, músicos, cantores e DJs de diferentes partes do mundo para reinterpretar as faixas do disco original, criando novas leituras para composições já conhecidas do público. Segundo Roberto Barreto, fundador e guitarrista do BaianaSystem, a proposta mantém a essência colaborativa que marcou a construção do projeto inicial.
“‘O Mundo Dá Voltas’ foi um disco marcado pela coletividade na sua construção, em uma narrativa e produção artística muito bem amarrada por Russo. Este novo capítulo do projeto nasceu enquanto estávamos em turnê fora do país, dando voltas pelo mundo. Ouvir as versões que iam chegando e como se somavam ao primeiro foi revelador de como a música pode se transformar e nos conectar, criando um sentido único”, diz Roberto Barreto, fundador e guitarrista da banda.
O resultado é um álbum que incorpora diferentes idiomas, sotaques e influências musicais. As faixas recebem o complemento “Refix” e passam a dialogar com ritmos e estéticas produzidas em diversos países. Além do Brasil, participam artistas e produtores da Nigéria, Colômbia, Portugal, França e Inglaterra.
A construção desse novo capítulo começou ainda em 2025, quando a banda lançou uma versão internacional de “Praia do Futuro”. A releitura reuniu os nigerianos Elestee e JVXN, ao lado de Seu Jorge e da dupla Antonio Carlos & Jocafi. A faixa abriu caminho para a proposta que agora se consolida no álbum completo.
Outro lançamento que antecipou o projeto foi “Cobra Criada/Bicho Solto (Refix)”, divulgada no início deste ano. A música, que já contava com as participações de Pitty e Vandal, recebeu uma nova produção assinada pelo duo Tropkillaz.
Entre as releituras inéditas, “Batukerê” ganha produção do britânico Seiji e mantém a presença do cantor cabo-verdiano Dino D’Santiago, além de referências à obra de Antonio Carlos & Jocafi. Já “A Laje”, originalmente interpretada ao lado de Emicida, Melly e Kandace Lindsey, passa a contar com scratches e intervenções do DJ paulistano Nyack.
A faixa “Porta-Retrato da Família Brasileira” recebe nova roupagem assinada pelo produtor português Branko, enquanto “Magnata” incorpora contribuições do espanhol Rico Rosa e da dupla colombiana Queens Tafari.
Em outra vertente sonora, “Palheiro” transforma-se em uma versão dub produzida por Furmiga Dub. Já “Agulha” ganha releitura conduzida pelo produtor francês Philippe Cohen Solal, integrante do projeto Gotan Project, ao lado da cantora Claudia Manzo.
O repertório também inclui uma nova abordagem para “Pote D’Água”, faixa originalmente gravada com Gilberto Gil e Lourimbau. Nesta edição, a produção ficou sob responsabilidade de Chico Corrêa. “Balacobaco”, parceria que reúne Anitta e Alice Carvalho, recebeu uma nova construção sonora assinada por Ruxell.
A faixa-título “O Mundo Dá Voltas” foi reinterpretada por João Meirelles, músico responsável pelos sintetizadores e programações que acompanham o BaianaSystem em suas apresentações ao vivo.
O encerramento do álbum fica por conta de “Ogun Nilê (Refix)”, que reúne a participação especial do músico nigeriano Sean Kuti, filho do criador do afrobeat, Fela Kuti. Além dos vocais, Sean também contribui com intervenções de saxofone. A produção é assinada por SekoBass, com bateria de Jorge Dubman.
“O Mundo Dá Voltas Dando Voltas pelo Mundo” reforça a proposta do BaianaSystem de construir pontes entre culturas, territórios e linguagens musicais. O projeto reúne nomes consagrados e artistas de diferentes gerações e nacionalidades, transformando o repertório recente da banda em uma experiência global que conecta África, Europa e América Latina a partir das raízes sonoras brasileiras.
O BaianaSystem é formado por Russo Passapusso, Roberto Barreto, Marcelo Seko e Filipe Cartaxo. A direção artística do álbum é assinada por Russo Passapusso, enquanto a produção executiva e artística ficou a cargo de Roberto Barreto. O lançamento é realizado pelo selo Máquina de Louco, com distribuição digital da Altafonte.