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Seleção

Ausência de Endrick vira pressão da torcida

Atacante de 19 anos não saiu do banco contra Marrocos, mas liderou debates nas redes sociais e ganhou quase 600 mil seguidores após o empate da Seleção Brasileira
Por O Correio de Hoje
16/06/2026 | 14:36

O empate da Seleção Brasileira com Marrocos na estreia da Copa do Mundo de 2026 produziu um efeito incomum: um dos personagens centrais da partida sequer entrou em campo. Reserva durante os 90 minutos do confronto disputado em Nova Jersey, Endrick transformou-se no principal tema de debate entre torcedores e analistas após o 1 a 1 e passou a representar, para parte da torcida, uma possível solução para os problemas ofensivos apresentados pela equipe de Carlo Ancelotti.

A repercussão ganhou força à medida que o Brasil encontrava dificuldades para criar oportunidades diante da organizada defesa marroquina. Durante a partida, pedidos pela entrada do atacante de 19 anos dominaram as redes sociais e continuaram em alta mesmo após o apito final.

Atacante Endrick. Foto: Sam Robles/CBF/Divulgação
Atacante Endrick. Foto: Sam Robles/CBF/Divulgação

O movimento rapidamente se refletiu nos números. Entre sábado e domingo, Endrick ganhou quase 600 mil novos seguidores no Instagram, desempenho superior ao registrado por outros atletas da Seleção no mesmo período. O crescimento evidencia a conexão construída pelo atacante com o público brasileiro, mesmo em uma equipe que ainda busca afirmação sob o comando de Ancelotti.

Levantamentos da plataforma Brandwatch também apontaram Endrick como o jogador mais citado nas conversas relacionadas ao Brasil após a estreia. O atacante superou nas menções atletas que estiveram em campo e participou diretamente do debate sobre as escolhas da comissão técnica para a partida.

A mobilização em torno do jogador não ocorre por acaso. Desde sua estreia pela Seleção principal, Endrick construiu uma trajetória marcada por participações decisivas. Em diferentes oportunidades, o atacante contribuiu com gols e assistências em partidas de alta exigência, consolidando a imagem de jogador capaz de alterar cenários adversos.

Essa característica ganhou ainda mais relevância diante do desempenho ofensivo brasileiro contra Marrocos. Apesar de ter maior posse de bola em determinados momentos da partida, a equipe encontrou dificuldades para acelerar as jogadas e romper as linhas defensivas adversárias. A falta de profundidade e de agressividade no último terço do campo foi apontada por torcedores e comentaristas como um dos principais problemas da estreia.

Nesse contexto, o perfil de Endrick passou a ser visto como alternativa para aumentar a intensidade do ataque. Com velocidade, mobilidade e capacidade de finalização, o atacante reúne características que parte da torcida considera ausentes na atuação apresentada pelo setor ofensivo diante dos marroquinos.

A discussão também amplia a pressão sobre Carlo Ancelotti às vésperas do segundo compromisso da fase de grupos. O treinador terá quatro dias para preparar a equipe para enfrentar o Haiti, na sexta-feira, na Filadélfia, em um confronto que ganhou peso após o empate na estreia.

Embora a comissão técnica evite antecipar mudanças na equipe titular, a mobilização em torno de Endrick reforça o ambiente de expectativa criado em torno do jovem atacante. Mais do que uma promessa, ele passou a simbolizar, para muitos torcedores, a possibilidade de renovação e de maior agressividade ofensiva em um momento decisivo da campanha brasileira na Copa do Mundo.