Menos da metade dos domicílios do Rio Grande do Norte possuía acesso à rede geral de esgotamento sanitário em 2024. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, apenas 44,1% das residências potiguares contavam com ligação à rede geral de esgoto, índice que coloca o Estado entre os dez piores do País nesse indicador.
Além do Rio Grande do Norte, também registraram cobertura inferior a 50% dos domicílios os estados do Piauí (13,5%), Amapá (17,8%), Rondônia (18,1%), Pará (19,3%), Maranhão (30,3%), Tocantins (36,7%), Mato Grosso (40,8%), Alagoas (41,9%) e Acre (49,7%). Nos demais casos, os moradores dependem de alternativas como fossas sépticas não ligadas à rede, fossas rudimentares, valas ou até despejo em rios, lagos, córregos e no mar.

Os dados revelam também as desigualdades regionais do País. Enquanto apenas 51,1% dos domicílios nordestinos possuem acesso à rede de esgoto, no Sudeste o índice alcança 90,2%. A situação é ainda mais crítica na Região Norte, onde somente 31,2% dos lares contam com esse tipo de serviço. Mesmo nas áreas urbanas, as diferenças permanecem expressivas: a cobertura varia de 37,4% no Norte para 94,3% no Sudeste.
Apesar das disparidades, o IBGE aponta avanço gradual do saneamento nos últimos anos. Em todo o Brasil, a proporção de domicílios ligados à rede geral de esgoto passou de 68,1% em 2019 para 70,4% em 2024.