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Seleção

Ancelotti inicia Copa sob forte blindagem

Delegação comandada por Carlo Ancelotti realiza primeiro treino em Nova Jersey e restringe acesso de torcedores durante chegada ao centro de treinamento
Por O Correio de Hoje
03/06/2026 | 13:19

A seleção brasileira iniciou oficialmente sua preparação nos Estados Unidos para a Copa do Mundo sob um esquema de segurança reforçado e com a expectativa de começar a era Carlo Ancelotti em uma competição de alcance global. A delegação desembarcou na manhã de ontem no aeroporto de Newark, em Nova Jersey, e seguiu diretamente para o hotel The Ridge, que servirá de base durante a primeira fase do torneio.

Um dos primeiros a deixar a aeronave foi o técnico Carlo Ancelotti. Em rápida conversa com a imprensa, o italiano demonstrou confiança para a disputa do Mundial e evitou apontar favoritos para a conquista do título.

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Foto: Reprodução

“Contente, motivado, animado. Tentarei fazer o melhor”, disse. “Essa Copa do Mundo não tem um favorito. Há equipes muito fortes. O Brasil vai competir com todas.”

A chegada aos Estados Unidos marcou também o primeiro momento em que o treinador pôde contar com os 26 atletas convocados. Marquinhos, Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli, que estavam ausentes em razão da disputa da final da Liga dos Campeões da Europa no último sábado, apresentaram-se à delegação na noite de segunda-feira e participaram da programação inicial da equipe.

Já no fim da tarde, a seleção realizou o primeiro treinamento em solo norte-americano. A atividade serviu como preparação para o amistoso diante do Egito, marcado para sábado, último compromisso antes da estreia na Copa do Mundo.

O primeiro dia da delegação em Nova Jersey foi marcado por um rígido esquema de isolamento dos jogadores. Tanto no hotel quanto no centro de treinamento, o acesso foi controlado por forte aparato policial, impedindo a aproximação de torcedores que tentavam acompanhar a chegada dos atletas.

O controle surpreendeu inclusive brasileiros residentes na região. Alguns torcedores chegaram ao centro de treinamento do New York Red Bulls ainda no início da tarde, cerca de três horas antes do horário previsto para o treinamento, na expectativa de ver os jogadores ou conseguir um aceno da delegação. A tentativa, porém, não teve sucesso.

O ônibus da seleção utilizou um acesso alternativo para entrar nas instalações, evitando o contato com o público que aguardava na entrada principal.

“Tirei folga do trabalho para poder ver os jogadores. Infelizmente, não deu. Mas fazer o quê, né? O ônibus, felizmente, deu para eu ver lá no aeroporto”, afirmou o luso-brasileiro Gabriel Deolindo.

A operação de segurança chamou atenção pela dimensão. Apenas em um dos acessos ao centro de treinamento havia seis viaturas policiais posicionadas. Mesmo em áreas próximas à entrada, torcedores foram orientados a deixar o local.

Segundo relato de um dos agentes, a determinação partiu de uma comunicação telefônica recebida pelas autoridades locais. Apesar das orientações, não houve retirada forçada das pessoas que permaneciam nas proximidades.

“Depois de 40 minutos, veio um policial e falou: ‘Nós recebemos uma ligação informando que infelizmente essa parte da propriedade é privada’. Então eles mandaram a gente ficar de pé aqui na calçada mesmo. Depois recebemos a notícia de que a seleção brasileira entrou por outra entrada”, relatou Gabriel.

A expectativa é de que o contato entre jogadores e comunidade local seja ampliado nos próximos dias. Segundo a CBF, a atividade desta quarta-feira 3 será aberta para integrantes da comunidade brasileira na região. Ainda assim, moradores reclamam da falta de informações sobre horários, acessos e credenciamento.