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Economia

Refinaria do RN reduz gasolina em R$ 0,23 e diesel em R$ 0,25 por litro

Operada pela Brava Energia, Clara Camarão corta valores dos combustíveis após altas recentes, mas reajustes no ano seguem acima de 40%
Redação
29/05/2026 | 05:57

A Refinaria Clara Camarão, localizada em Guamaré (RN) e operada pela Brava Energia, reduziu nesta quinta-feira 28, os preços da gasolina A e do Diesel A S500 comercializados para distribuidoras. A atualização semanal interrompe parte do movimento de alta observado nos últimos meses, embora os combustíveis ainda acumulem reajustes expressivos desde o início do ano.

A gasolina A teve redução de R$ 0,23 por litro e passou de R$ 4,22, valor vigente desde 21 de maio, para R$ 3,99. O recuo ocorre uma semana após o combustível registrar aumento de R$ 0,20, revertendo parcialmente a elevação anterior.

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Redução ocorre em um momento de monitoramento do mercado por distribuidoras, que repassam custos ao consumidor - Foto: José Aldenir

No caso do Diesel A S500, a queda foi de R$ 0,25 por litro nas duas modalidades comercializadas pela refinaria. Na modalidade EXA, o preço passou de R$ 4,98 para R$ 4,73. Já na modalidade LCT, o valor caiu de R$ 4,99 para R$ 4,74. Os preços haviam permanecido estáveis na semana passada, após uma sequência de reduções observadas ao longo de maio.

Apesar do alívio registrado nesta atualização, os combustíveis continuam acumulando forte valorização em 2026. A gasolina A registra alta de R$ 1,48 por litro desde 19 de fevereiro, quando era comercializada a R$ 2,51. O avanço corresponde a 58,96% em um intervalo de 112 dias.

O diesel também apresenta elevação expressiva no período. Na modalidade EXA, o preço saiu de R$ 3,28 em 5 de fevereiro para os atuais R$ 4,73, aumento de R$ 1,45 por litro, equivalente a 44,20%. Na modalidade LCT, a cotação passou de R$ 3,30 para R$ 4,74, acumulando alta de R$ 1,44 ou 43,63%.

Os reajustes da Refinaria Clara Camarão são acompanhados de perto pelo mercado potiguar por influenciarem diretamente os custos das distribuidoras que atuam no Estado e, posteriormente, os preços pagos pelos consumidores nos postos de combustíveis. Embora as reduções anunciadas nesta semana representem um alívio para a cadeia de distribuição, o patamar atual permanece significativamente acima do observado no início do ano.

A trajetória dos preços reflete fatores como oscilações do mercado internacional de petróleo, custos logísticos, variações cambiais e a política comercial adotada pelas refinarias. Para os setores de transporte, comércio e serviços, o comportamento dos combustíveis continua sendo um dos principais elementos de pressão sobre custos operacionais e inflação regional.

A nova redução ocorre em um momento de monitoramento do mercado por distribuidoras e revendedores, que avaliam o ritmo de repasse das quedas aos consumidores finais. Historicamente, a velocidade desse movimento depende de fatores como estoques adquiridos anteriormente, concorrência local e dinâmica de demanda em cada região.