Pesquisa Genial Investimentos/Quaest aponta que 52% dos brasileiros são contrários à redução das penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado.
Outros 39% disseram apoiar a diminuição das punições, enquanto 9% não souberam ou preferiram não responder.

O resultado representa uma mudança significativa em relação ao levantamento realizado em dezembro de 2025, quando havia empate técnico entre os dois grupos: 46% se diziam favoráveis à redução das penas e 46% se posicionavam contra.
De acordo com a pesquisa, a rejeição é mais elevada entre eleitores de esquerda que não se identificam com o lulismo, segmento em que 77% se declararam contrários à medida. Entre os eleitores alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o índice de rejeição é de 72%.
Entre os bolsonaristas, 73% defendem a redução das penas. Na direita não bolsonarista, o percentual favorável chega a 67%.
No grupo dos eleitores independentes, 58% se posicionam contra a redução das condenações, enquanto 31% apoiam a medida.
A pesquisa também investigou a percepção sobre a motivação da chamada Lei da Dosimetria, promulgada após o Congresso derrubar o veto de Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto.
Para 54% dos entrevistados, a proposta foi aprovada com o objetivo principal de beneficiar Jair Bolsonaro. Outros 34% avaliam que a intenção foi beneficiar todos os envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes, enquanto 12% não souberam responder.
O veto presidencial foi derrubado no fim de abril com o apoio de 318 deputados e 49 senadores, acima do mínimo exigido de 257 votos na Câmara e 41 no Senado. Com isso, o texto foi promulgado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e transformado em lei.
Encomendado pela Genial Investimentos, o levantamento ouviu 2.004 pessoas em todo o país entre os dias 8 e 11 de maio. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada sob o número BR-03598/2026.