BUSCAR
BUSCAR
Crime

Policiais são investigados por suspeita de vazamento de dados sigilosos no RN

Dois agentes foram alvos da Operação Acesso Restrito, deflagrada nesta quarta-feira 13, com o objetivo de apurar possíveis crimes de uso indevido de sistemas informatizados
Redação
14/05/2026 | 09:20

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte investiga um policial militar e um policial civil suspeitos de acessarem e compartilharem informações sigilosas relacionadas a uma operação que tramitava sob segredo de Justiça.

Os dois policiais foram alvos da Operação Acesso Restrito, deflagrada nesta quarta-feira 13, com o objetivo de apurar possíveis crimes de uso indevido de sistemas informatizados, violação de sigilo funcional e divulgação ilegal de informações protegidas.

WhatsApp Image 2026 05 08 at 17.49.45
Polícia Civil do Rio Grande do Norte investiga um policial militar e um policial civil suspeitos de acessarem e compartilharem informações sigilosas. Foto: Polícia Civil

A investigação começou após o vazamento de imagens e detalhes da Operação “Pouso Forçado”, realizada em 24 de setembro de 2025. Na ocasião, a Polícia Civil apurava um esquema criminoso envolvendo fraude e lavagem de dinheiro, que teria causado o desvio de mais de 12,5 milhões de pontos de um programa de milhas ligado a uma instituição financeira pública.

Durante a operação desta quarta-feira, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo dois em residências e dois em locais de trabalho, nas cidades de Natal e Macaíba. As ordens judiciais foram autorizadas pelo Poder Judiciário.

Segundo a Polícia Civil, o nome “Acesso Restrito” faz referência à suspeita de utilização irregular de sistemas e bancos de dados com acesso limitado a servidores públicos autorizados.

A ação contou com apoio da Polícia Militar do Rio Grande do Norte. As investigações continuam e novas medidas poderão ser adotadas ao longo da apuração.

Em nota, a Polícia Civil afirmou que “não compactua com qualquer prática de violação de sigilo funcional, uso indevido de sistemas institucionais ou acesso irregular a informações protegidas pela Administração Pública”, reforçando o compromisso da corporação “com a legalidade, a ética e a preservação do interesse público”.