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Sustentabilidade

Cabotagem pode reduzir emissões em até 8,2% no País

Ampliação do uso do modal é apontada como uma das principais estratégias para descarbonizar a logística nacional e reduzir custos operacionais
Redação
25/04/2026 | 06:20

O transporte de cargas por cabotagem no Brasil pode reduzir em até 8,2% as emissões líquidas de CO2₂ do setor, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A ampliação do uso do modal é apontada como uma das principais estratégias para descarbonizar a logística nacional e reduzir custos operacionais. Cabotagem é o transporte de cargas realizado por navios entre portos do mesmo país, navegando pela costa.

A análise indica que o País tem potencial para quadruplicar o volume de transporte de contêineres por cabotagem no longo prazo. Em um cenário mais conservador, restrito aos portos já operacionais, o crescimento poderia superar 163%, com impacto estimado de redução de 4,5% nas emissões do setor de cargas.

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Estudo aponta que o transporte por cabotagem é ambientalmente correto - Foto: Reprodução/CNI

O transporte responde por 13,5% das emissões brasileiras de gases de efeito estufa, com forte predominância do modal rodoviário, responsável por 92% desse total. Em comparação, a cabotagem emite entre 12% e 15% do que um caminhão emite para transportar a mesma carga, considerando o esforço logístico.

Apesar das vantagens ambientais e operacionais, o uso da cabotagem ainda é limitado, representando cerca de 9% da matriz de transporte de cargas no país — índice inferior ao de economias com características semelhantes, como Japão, União Europeia e China.

O presidente da CNI, Ricardo Alban, afirma que a geografia brasileira favorece a expansão do modal. Segundo ele, a navegação costeira pode desempenhar papel estratégico na integração territorial e no aumento da competitividade industrial.