A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) confirmou o registro de três novos casos de monkeypox no Rio Grande do Norte, referentes à semana epidemiológica compreendida entre os dias 17 e 22 de abril.
De acordo com a pasta, dois casos foram identificados em Natal e um no município de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana. Os pacientes apresentam quadro leve e estão sendo acompanhados em isolamento domiciliar pelas equipes de saúde de seus respectivos municípios, conforme os protocolos vigentes.

O diagnóstico e a vigilância laboratorial da doença no estado são realizados pelo Laboratório Central Dr. Almino Fernandes (Lacen/RN), referência desde 2022 para análise dos casos suspeitos.
A Sesap reforça que o monitoramento segue as diretrizes estabelecidas em nota técnica, que orienta a notificação imediata de casos suspeitos por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS). A recomendação inclui o isolamento do paciente e, em situações que demandem internação, o encaminhamento para unidades de referência.
No Rio Grande do Norte, os hospitais Giselda Trigueiro, em Natal, e Rafael Fernandes, em Mossoró, são as unidades indicadas para atendimento de casos que necessitem de internação.
Ainda segundo a orientação técnica, ao ser classificado como caso suspeito, o paciente deve ser conduzido a um local de isolamento na unidade de saúde e receber orientações sobre o quadro clínico. Lesões de pele em áreas expostas devem ser cobertas com lençol, vestimentas ou avental de mangas longas, como medida de prevenção à transmissão.
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Inchaço dos gânglios linfáticos, aparecimento de lesões na pele, febre, fraqueza, além de dores intensas de cabeça e no corpo. Esses são alguns dos sintomas da doença infecciosa causada pelo vírus monkeypox (MPXV), que tem se espalhado por diversas regiões.
Do animal para o humano, a transmissão do vírus pode ocorrer por meio de mordida ou arranhadura, pelo manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos desses animais. A transmissão de pessoa para pessoa ocorre principalmente através do contato direto, seja por meio do beijo ou abraço, ou por feridas infecciosas, crostas ou fluidos corporais. Também pode haver transmissão por secreções respiratórias durante o contato pessoal prolongado.
O período de incubação do vírus é de 5 a 21 dias, com a transmissibilidade sendo do início dos sintomas até o desaparecimento das lesões na pele. Os sintomas da doença podem incluir lesões na pele, febre, dor no corpo e dor de cabeça, entre outros. A letalidade é estimada entre 1% e 10%, com quadros mais graves em crianças e pessoas com imunidade reduzida.