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Mundo

Trump diz que EUA podem escoltar navios no Estreito de Ormuz e ameaça ataque mais intenso ao Irã

Declarações ocorrem em meio à disparada do petróleo e ao avanço da guerra no Oriente Médio, que já entra no 14º dia
Por O Correio de Hoje
13/03/2026 | 15:16

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças americanas podem escoltar navios que cruzam o estratégico Estreito de Ormuz, caso seja necessário, e sinalizou que o país poderá intensificar os ataques contra o Iran nos próximos dias.

Em entrevista à Fox News, Trump disse que Washington considera a possibilidade de ajudar petroleiros a atravessar o estreito — uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

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Trump pretende reforçar poderio militar dos EUA no Oriente Médio - Foto: Reprodução

“Faríamos isso se fosse necessário. Mas, sabe, espero que tudo corra muito bem. Vamos ver o que acontece”, afirmou o presidente, sem detalhar como funcionaria a operação de escolta naval.

Na mesma entrevista, Trump indicou que a ofensiva militar contra o Irã pode se intensificar. “Vamos atacá-los com muita força na próxima semana”, declarou.

Horas antes, o presidente havia publicado uma mensagem em sua rede social, a Truth Social, sugerindo que um ataque poderia ocorrer ainda nesta sexta-feira.

“Observem o que acontecerá com esses canalhas desvairados hoje”, escreveu. Na mesma publicação, Trump afirmou que os Estados Unidos estão “destruindo totalmente” o regime iraniano “militarmente, economicamente e de todas as outras maneiras”.

De acordo com reportagem do site Axios, Trump também afirmou a líderes do Grupo dos Sete (G7), durante reunião virtual realizada na quarta-feira, que o Irã estaria “prestes a se render”.

Segundo três autoridades de países do grupo ouvidas pelo portal, o presidente americano declarou aos aliados que havia “se livrado de um câncer que estava ameaçando a todos”, em referência aos resultados da ofensiva militar batizada de “Operação Fúria Épica”.

Trump também afirmou aos líderes que “ninguém sabe quem é o líder” no Irã, acrescentando que, por esse motivo, não haveria uma autoridade capaz de anunciar formalmente uma eventual rendição do país.

As declarações do presidente ocorrem em meio ao agravamento da guerra envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel, que entrou em seu 14º dia e tem provocado forte volatilidade no mercado de energia.

O conflito elevou os temores de interrupções no fluxo global de petróleo pelo Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa do comércio mundial da commodity.

Diante desse cenário, os preços internacionais do petróleo têm oscilado próximos de US$ 100 por barril, ampliando a pressão sobre governos e mercados financeiros diante do risco de choque energético global.