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Visto

Lula anuncia revogação do visto de assessor de Trump

Presidente afirma que Darren Beattie só poderá vir ao país após revogação de sanção ao visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha
Redação
13/03/2026 | 12:49

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira 13 que o assessor sênior do Departamento de Estado do governo de Donald Trump, Darren Beattie, está proibido de entrar no Brasil. O visto do norte-americano foi revogado pelo Ministério das Relações Exteriores.

Segundo Lula, o assessor só poderá vir ao país após os Estados Unidos revogarem a sanção ao visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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Lula afirmou que o assessor do governo Donald Trump está proibido de entrar no Brasil - Foto: Reprodução

“É importante lembrar, viu Eduardo (Paes, prefeito do Rio), que aquele cara americano que disse que vinha para cá para visitar o Jair Bolsonaro, ele foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar os vistos do meu ministro da Saúde que está bloqueado. Bloquearam o visto do Padilha, o visto da mulher dele, o visto da filha dele de 10 anos. Então, Padilha, esteja certo que você está sendo protegido”, disse Lula.

A declaração foi feita durante a inauguração do Setor de Trauma do novo Hospital Federal do Andaraí (HFA), na região da Grande Tijuca, no Rio de Janeiro. O ministro Alexandre Padilha e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, também participaram da agenda.

Na quinta-feira (12), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), reformou a decisão que havia autorizado a visita de Beattie ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão. A mudança ocorreu após o Itamaraty informar ao STF que o assessor não tem agenda diplomática no Brasil e que o visto de entrada foi concedido apenas para um compromisso privado.

Darren Beattie é escritor conservador e tem formação em ciência política. No primeiro mandato de Donald Trump, foi responsável por escrever discursos do então presidente dos Estados Unidos.

Desde fevereiro, Beattie responde pela política do Departamento de Estado para o Brasil. Ele foi nomeado para o cargo em outubro do ano passado.

De acordo com informações sobre a atuação do assessor, ele participa de discussões dentro da administração de Donald Trump sobre a possibilidade de voltar a sancionar o ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky.