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Educação
Ano letivo começa com escolas em obras e falta de professores e carteiras em Parnamirim
Secretária explicou que unidades estão recebendo obras de melhorias. Ela pondera que, por Parnamirim ter 46 escolas e 23 centros de educação infantil, processo pode demorar
Cedida
Forro da Escola Edmo Pinheiro Pinto, em Cajupiranga, está prestes a cair

Estudantes têm enfrentado problemas no início do ano letivo em Parnamirim, na Grande Natal. Em diversas escolas da rede municipal de ensino, há problemas de estrutura, déficit de professores e até falta de carteiras para os alunos assistirem às aulas, que foram retomadas no dia 11 de fevereiro.

Na última semana, a vereadora Fativan Alves (PSDB) visitou algumas unidades de ensino e constatou uma situação que ela classifica como “desastre total”. Ela conta que, principalmente durante o recesso, as escolas passaram por um processo de deterioração, o que deixou a infraestrutura “destruída”.

Vereadora Fativan Alves conversa com mãe de aluno na Escola João Gomes da Costa Neto, em Liberdade – Foto: Cedida

Um dos casos mais graves, segundo a vereadora, está na Escola Maria do Céu Fernandes, em Santos Reis. A unidade, que já oferecia ensino fundamental, recebeu em 2019 alunos da Escola Prefeito José Augusto Nunes, do mesmo bairro, mas não oferece estrutura para todos os estudantes. “Não tem nem carteira para sentar e os banheiros não são apropriados”, afirma.

Na opinião de Fativan, que critica o remanejamento de estudantes, a gestão do prefeito Rosano Taveira não se planejou para a volta às aulas. “Nada do que ele prometeu está sendo realizado. Ele está jogando a educação no lixo. Fez esse remanejamento dos alunos para sobrarem professores, mas não sobrou. Não sobrou porque a desorganização é total”, complementa.

As escolas de Parnamirim têm oferecido, ainda, desconforto térmico aos estudantes. Algumas unidades sequer estão com ventiladores funcionando. A Prefeitura chegou a comprar aparelhos de ar condicionado, mas os equipamentos não foram instalados porque as escolas não têm instalações elétricas adequadas.

Carteiras e objetos amontoados no lixo na Escola João Gomes da Costa Neto, em Liberdade – Foto: Cedida

Além dos problemas de estrutura, o fardamento foi entregue de maneira incompleta aos alunos da rede municipal. “Algumas crianças receberam short, mas não camisa. Outros ganharam camisa, mas não o tênis. Parece que o prefeito Rosano Taveira não olha para a educação”, ressalta a vereadora do PSDB, que também é professora.

Nas escolas que têm o segundo ciclo do ensino fundamental (5° ao 9° ano), o problema é a falta de professores. Também há déficit, diz Fativan Alves, de profissionais para auxiliarem os educadores no suporte a crianças com deficiência.

De acordo com a secretária de Educação de Parnamirim, Ana Lúcia de Oliveira Dantas, um levantamento está sendo realizado junto às escolas para identificar onde está o maior déficit de professores. Ela disse que, após o Carnaval, o estudo será encaminhado para a Secretaria de Administração e Recursos Humanos, que deverá chamar aprovados no último concurso (em 2015) para ocuparem as vagas que restam.

Pias quebradas na Escola Maria do Céu Fernandes, em Santos Reis – Foto: Cedida

Sobre a estrutura das escolas, Ana Lúcia conta que as unidades estão recebendo obras de melhorias. Ela pondera que, por Parnamirim ter 46 escolas e 23 centros de educação infantil, o processo pode demorar um pouco para ser finalizado, mas todos os estabelecimentos serão reformados.

A secretária reconhece que os serviços poderiam ter sido realizados durante o recesso escolar, mas isso não foi possível, segundo ela, porque a burocracia do processo licitatório retardou o início das obras. A licitação contempla pintura e restauração das instalações elétrica e hidráulica – a reforma dos banheiros é prioritária. Em outra licitação, a ser lançada até o fim de 2019, reformas das quadras deverão ser incluídas.

Quadra de esportes na Escola Maria do Céu Fernandes, em Santos Reis – Foto: Cedida

Com relação ao fardamento, Ana Lúcia explicou que os kits foram comprados pela Prefeitura levando em conta as turmas do ano passado. “Como o processo de compra é demorado, temos de comprar em um ano para entregar no outro. Mas, de um ano para o outro, isso muda. Como aumentou o número de estudantes na rede, precisamos pedir uma nova remessa. Isso está sendo providenciado”, destacou.

Quanto ao remanejamento de estudantes de uma escola para outra, a titular da Educação de Parnamirim relatou que o processo foi necessário para atender a um pedido do Ministério Público Estadual para que fossem ampliadas as vagas no ensino infantil. No caso da Escola Maria do Céu, a secretária registra que havia “salas ociosas”, que foram preenchidas com alunos do Augusto Nunes – que, por sua vez, foi transformada em Centro de Educação Infantil (CMEI).

O remanejamento de estudantes atingiu doze unidades. Para citar outro exemplo, a Escola Neilza Gomes de Figueiredo, no Jardim Planalto, teve seus estudantes do ensino fundamental deslocados para a Escola Homero de Oliveira Dantas, no Boa Esperança, ficando apenas com o ensino infantil.

Por fim, a secretária admite um déficit de carteiras nas salas de aula, mas garante que, até o final da próxima semana, as unidades serão abastecidas com 500 novas carteiras, compradas pela Prefeitura após um investimento de R$ 311 mil.

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