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Especialista diz que função de cobrador de ônibus deve ser totalmente extinta

Rubens Barreto Ramos, também engenheiro civil, avaliou que profissão causa mais inconveniências do que auxílio ao transporte público
Redação
21/10/2016 | 15:29

Diante da confirmação da Prefeitura do Natal de que os editais para licitação de transportes e bilhetagem eletrônica serão lançados no dia 8 de novembro, com abertura de envelopes prevista para 10 de janeiro, o portal Agora RN entrou em contato com Rubens Barreto Ramos, professor da UFRN e engenheiro civil para saber quais mudanças deveriam ocorrer no transporte público.

O professor avaliou que dentre as principais mudanças, a profissão do cobrador deveria ser extinta, uma vez que não “agrega valor ao transporte”. “Em termos funcionais, o cobrador não agrega valor ao transporte de passageiros, o trabalho que ele exerce atrasa o tempo dos ônibus nas paradas, e ele causa um custo de cerca R$0,20 por passagem, em Natal. Se eu tirar o cobrador, eu poderia colocar ar condicionado em toda a frota sem aumento de preço. Então é evidente que é uma função ultrapassada”, disse.

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Ramos ainda contestou a função do cobrador e afirmou que a profissão causa mais inconveniências do que auxílio. “O mundo acabou com os cobradores em 1970 e alguns países da America Latina já não utilizam cobradores desde 1980. O cobrador só existe com um objetivo que é proteger o processo de pagamento da passagem, mas eles produz muitas inconveniências. Ele tem uma função que não agrega ao transporte, tanto que podemos retirar uma pessoa pra fazer a função e mesmo assim a função continua existindo. No caso, sendo realizada pelo motorista”, concluiu.