Problema
Com R$ 9 mi garantidos desde 2015, restauração do Forte dos Reis Magos sequer iniciou
Verbas são provenientes do PAC Cidades Históricas, iniciativa do Governo Federal por meio do Ministério do Planejamento que direcionou R$ 43,5 milhões ao RN
José Aldenir / Agora Imagens
Fortaleza dos Reis Magos, vista internamente

Um dos principais cartões postais do Rio Grande do Norte, a Fortaleza dos Reis Magos, situada na Praia do Forte, em Natal, atualmente não recebe tantos turistas quanto estava acostumada. Deteriorado, o equipamento deixou de ser uma atração imperdível aos visitantes da cidade e há quem diga, inclusive, que até as agências de viagens deixaram de levar seus clientes para o local devido as más condições. Sem a estrutura necessária, sofre cada vez mais com o esquecimento.

Ao longo da última semana, a reportagem do Agora RN detectou, no entanto, que existem recursos da ordem de R$ 8,8 milhões devidamente assegurados para a restauração do local. Estas verbas são provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, iniciativa do Governo Federal por meio do Ministério do Planejamento que direcionou R$ 43,5 milhões para o Rio Grande do Norte revitalizar os equipamentos públicos que representam sua história e cultura.

Atualmente, a administração do Forte dos Reis Magos está sob responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan-RN), mas existe um processo em tramitação para cessão ao Governo do Estado. Em contato com a reportagem, a assessoria de comunicação do órgão informou que as verbas destinadas para a restauração do equipamento seguem asseguradas, mas ainda não puderam ser utilizadas porque as intervenções no local estão em etapa preparatória, ou seja, em fase final de revisão de orçamento.

O fato desta etapa inicial ainda não ter sido finalizada, atrelado a tramitação da cessão ao governo estadual, faz com que o Iphan não consiga emitir prazos para que as obras de restauração no Forte sejam iniciadas. Consequentemente, também não existe data para que elas se encerrem. Enquanto isso, comerciantes que trabalham nas imediações do equipamento e costumavam faturar bem em épocas de férias e veraneio continuam com as vendas baixas, sem dar o fomento necessário ao comércio da região.