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MMA
Wanderlei Silva: livro sobre lutador revela início de demência pugilística
"Tenho falta de sono, algumas alterações de humor. Nunca fiz um teste específico para detectar, mas, indo a palestras sobre o tema, detectei que tenho alguns sintomas", disse o lutador
Redação
08/10/2020 | 10:40

Apelidado de “Cachorro Louco” o lutador de MMA Wanderlei Silva teve sua história de vida contada pelos jornalistas Thiago Parijiani e Luiz Henrique Gurian no livro “Sem Coleira”. Obra será lançada oficialmente nesta quinta-feira, 8, no Rio de Janeiro. No livro o lutador relata sintomas de Encefalopatia Traumática Crônica (ETC), uma doença conhecida como “demência pugilística”, que pode ser causada por repetidos golpes na cabeça. As informações são do Uol.

O livro de 166 páginas conta histórias do atleta no antigo evento japonês PRIDE, além de trazer uma série de depoimentos e fotografias. O biógrafo Thiago Parijani relatou que fez questão de ler obras sobre outros atletas, como a de Anderson Silva, para procurar um caminho diferente para contar a história de Wanderlei.

Parijani, disse ainda que observou os sintomas característicos da demência pugilística ao escrever o livro do atleta.

“Ele tem um problema de memória. Você começa a falar com ele sobre determinado assunto. Passam duas semanas, você volta a falar com ele, ele conta de novo a mesma história. Ele já assumiu que tem sintomas de demência pugilística e eu pude sentir na pele isso. Foi isso que fazia eu retomar o raciocínio. Se a gente não faz esse filtro, o livro ia ficar girando em círculo”, revela Parijani.

Após quase 30 anos dedicados à luta, Wanderlei já passou cirurgias no nariz, por um implante de ligamento de um cadáver no joelho esquerdo e ainda sente uma dor frequente na lombar. Tudo isso somado a sintomas de demência pugilística.

“Tenho falta de sono, algumas alterações de humor. Nunca fiz um teste específico para detectar, mas, indo a palestras sobre o tema, detectei que tenho alguns sintomas. Me sinto super bem, mas, como sou da primeira geração do MMA e tomo socos na cabeça há muito tempo, decidi que quero contribuir para a ciência”, diz ele em entrevista ao Uol ao revelar que pretende doar seu cérebro para estudos sobre as consequências do esporte para lutadores profissionais.

O lutador disse ainda que se pudesse voltar no tempo, ele mudaria o tipo de treinamento que fez durante toda a carreira.

“Hoje em dia, sabemos que esse esporte pode ser feito de outra maneira, sem se bater tanto. Você não precisa levar tanto golpe na cabeça. Antigamente muita gente achava que quanto mais golpes você tomasse, mais golpes você aguentaria. Isso é ao contrário: quanto mais golpes você toma, menos você aguenta. É como se você tivesse um crédito. Dá para treinar de uma maneira mais inteligente”, completou Silva.

O curitibano Wanderlei Silva fez sua primeira luta de vale-tudo em 1996 no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Com 20 anos, ele se tornou um dos grandes lutadores de MMA, com passagens pelos eventos internacionais UFC e Bellator.

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