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Parnamirim
Vereadores divergem sobre manutenção de mandato de Diogo Rodrigues
Para que parlamentar perdesse o cargo, eram necessários pelo menos 12 votos, mas o quórum qualificado não foi atingido
Adenilson Costa
12/03/2022 | 09:00

Em sessão secreta na Câmara Municipal de Parnamirim, os vereadores decidiram manter o mandato do vereador Diogo Rodrigues (PSD), preso durante a Operação Fura Fila, do Ministério Público Estadual (MP/RN). Por 8 votos favoráveis à cassação, 8 abstenções e nenhum voto contrário, o vereador foi reconduzido ao seu mandato. Para que o parlamentar perdesse o cargo, eram necessários pelo menos 12 votos, mas o quórum qualificado não foi atingido. Ao final da sessão, o processo que investigava a quebra de decoro parlamentar foi arquivado.

Embora o mandato de Diogo Rodrigues tenha sido mantido pelos vereadores, ele continuará afastado da Câmara por determinação da Justiça pelo período de seis meses a contar de fevereiro deste ano. O suplente, César Maia (PSD), permanece no cargo até nova decisão judicial.

O vereador Diego Américo (PSL), que votou pela cassação, afirmou que as provas apresentadas pelo MP/RN, reveladas durante a leitura e votação do relatório final, são enfáticas, sobretudo no caso dos desvios de exames, mostrando que Diogo trocava a realização de exames por cargos comissionados, recebia valores, manipulava a Central de Regulação e a máquina pública a seu favor. E disse acreditar que possam ter ocorrido interferências que impactaram no resultado final da votação.

“Muitas pessoas falaram que iam votar de uma forma e, durante a sessão, votaram de outra. Era para termos de 11 a 12 votos, mas fomos surpreendidos com esse placar de 8 a 8. Então, não tenho dúvidas. Se observar, todos favoráveis ao relatório, são vereadores novatos, já os que se abstiveram, são antigos. E quando iam justificar o motivo da abstenção, tinham argumentos frágeis e sem sentido”, frisou.

Diego afirmou que a reunião foi sigilosa devido a proteção dos dados do processo criminal e eleitoral contra Diogo Rodrigues, em segredo de justiça, mas teve os votos nominais. “É uma tristeza grande recebê-lo de volta. Uma derrota a mais para a Câmara, que vem sofrendo decepções desde o ano passado”, lamentou.

Votaram a favor da cassação os vereadores: Afrânio Bezerra (Avante), Carol Pires (DEM), Professor Diego Américo (PSL), Eder Queiroz (PSC), Gabriel César (PSL), Léo lima (PSC), Michel Borges (Avante) e Thiago Fernandes (Solidariedade).

Já os vereadores que preferiram se abster do voto foram: Fativan Alves Moura de Paiva (PV), Gustavo Negócio de Freitas (Republicanos), Binho de Ambrósio (Solidariedade), Irani Guedes (Republicanos), Vavá Azevedo (PP), Rhalessa Cledylane Freire dos Santos (PTB), Marquinhos da Climep (Avante) e Wolney França (PSC).

Divergências

A vereadora Fativan Alves (PV) preferiu se abster e afirmou que haviam inconsistências nos dados do relatório final. Que, por este motivo, não se sentiu segura para votar contra ou a favor da cassação por quebra de decoro parlamentar. “Tivemos inúmeros problemas. Não tivemos acesso ao processo e nem aos trabalhos. Durante a leitura, percebemos informações como datas e números de processos errados, não ouviram testemunhas, porque o presidente da Comissão disse que não necessitava fazer isso”, ressaltou.

“Tem muitas acusações contra a secretária de Assistência Social, Alda Lêda Taveira, primeira-dama, e o filho dela, onde o relator solicitou ouvir os depoimentos, mas o presidente da Comissão disse que não era necessário. Como é que não era necessário se está acusando? Já que haviam conversas do Diogo que falavam sobre os dois”, denunciou.

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