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STF

Toffoli decide permanecer como relator do caso Master e rejeita pedido de afastamento

Ministro afirma que vai “conduzir o caso regularmente, com tranquilidade” após parecer da PGR
Redação
23/01/2026 | 13:01

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli decidiu permanecer como relator do caso Master após o pedido de afastamento apresentado pela Procuradoria-Geral da República. Contatado por colegas do Supremo, o ministro informou que ficaria com o processo e afirmou que vai “apanhar o que tiver que apanhar” e “conduzir o caso regularmente, com tranquilidade”.

Em nota divulgada após a rejeição do pedido de afastamento, Toffoli afirmou que o parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, “reafirma a regularidade da condução”. Segundo o ministro, “todos os requerimentos formulados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal foram integralmente deferidos. Em razão disso, todas as medidas investigativas foram autorizadas pelo relator e as apurações encontram-se atualmente sob a custódia da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, responsáveis pela análise do material e pela instrução dos procedimentos”.

Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: ASCOM/STF
Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: ASCOM/STF

Na prática, o ministro decidiu não deixar a relatoria do caso. A decisão ocorre em meio a críticas internas no STF sobre sua permanência à frente de um processo considerado complexo e alvo de questionamentos. A um aliado, Toffoli afirmou: “Não vou abrir mão”.

Aos críticos dentro do próprio Supremo, o ministro relembrou que integrantes da Corte têm conhecimento de episódios envolvendo caronas em aeronaves ligadas a grandes empresários e que a situação não seria inédita ou única.

No andamento do processo, Toffoli determinou novos depoimentos dos diretores do Master para a próxima semana. O ministro também pretende realizar uma segunda reunião reservada com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, para tratar de pontos que ficaram evidentes, inclusive em decisões publicadas por ele no dia da segunda fase da operação Compliance Zero.