A tartaruga Diego retornou ao arquipélago de Galápagos, no Equador, após 87 anos e uma enorme contribuição para salvar a espécie Chelonoidis hoodensis do risco de extinção.
Diego é pai de mais de 800 filhotes, gerados durante o período no qual participou de um programa de reprodução em cativeiro, nos EUA.

Funcionários do Parque Nacional de Galápagos confirmaram à Efe que a tartaruga inseminadora chegou ao local na última segunda-feira (15), acompanhado de mais 14 companheiros, que também participaram do projeto de procriação.
O programa teve início na década de 1960, depois de especialistas descobrirem que havia apenas doze fêmeas e dois machos da espécie nas ilhas do arquipélago.
Diego foi recrutado para a missão em 1976, após ter sido encontrado em um zoológico de San Diego, na Califórnia.
Especialistas do Parque Nacional acreditam que o “paizão” foi capturado e removido da região no longínquo ano de 1933.
O retorno de Diego para Galápagos é fruto do encerramento do programa de reprodução em cativeiro, uma vez que foi evidenciada a recuperação das condições e da população da ilha.
O processo de realocação, anunciado em janeiro, deveria ter sido realizado em 27 de março. No entanto, devido à pandemia do novo coronavírus, foi adiado e só pôde ser concluído agora.