BUSCAR
BUSCAR
Depoimento
“Sonho destruído”, diz ex-PM que pediu demissão após ser assediada
Jéssica Nascimento pediu demissão após sofrer ameaças de tenente-coronel. Agressor perseguia ex-PM no trabalho e criou grupo para difamá-la
Metrópoles
15/06/2021 | 13:57

Em entrevista para o programa Encontro com Fátima Bernardes, nesta terça-feira 15, a ex-policial militar Jéssica Paulo do Nascimento, de 28 anos, falou sobre o assédio que viveu onde trabalhava, no 45º Batalhão da Polícia Militar do Interior (BPM/I), em Praia Grande, no litoral de São Paulo.

“sonho destruído”, diz ex-pm que pediu demissão após ser assediada

Em abril deste ano, Jéssica denunciou o tenente-coronel Cássio Novaes por assédio sexual e ameaças. Desde então, o militar foi afastado da PM e está sendo investigado pela corregedoria, mas Jéssica não retornou ao batalhão, já que teve de pedir exoneração na época para fugir de Novaes.

“Do nada, você ver seu sonho destruído é uma injustiça. É uma tristeza muito grande”, contou a ex-PM.

O assédio à Jéssica começou em 2018, quando seu superior a chamou para sair. Embora ela tenha dito ser casada, ele não parou as investidas e passou a ameaçá-la.

Segundo a ex-PM, Novaes a humilhava na frente de outros policiais e a sabotava na corporação. “Foram coisas muito baixas. Me ameaçou de estupro e de morte”, afirmou Jéssica ao G1, na época da denúncia.

Na entrevista ao Encontro, Jéssica mostrou algumas das mensagens que recebeu. Além disso, a ex-PM teve acesso a um grupo criado para difamá-la entre os militares do batalhão, chamado “Todos odeia Jéssica”. Confira abaixo as imagens:

Jéssica contou que suas denúncias não foram levadas a sério e que passou a ser perseguida dentro de seu ambiente de trabalho após fazer as primeiras reclamações. O tenente-coronel chegou a enviar mensagens para a ex-PM com ameaças como “Se você der uma de rebelde aí, eu te deixo no cavalete” e “Não existe segredo entre dois, um tem que morrer”.

Na reunião em que pediu afastamento, com outros quatro policiais presentes, a ex-policial militar contou que foi humilhada pelo tenente-coronel, com comentários sobre seu sotaque e afirmando que toda carioca é vagabunda.

Inquérito

A Polícia Militar de São Paulo afirmou ter recebido a denúncia e imediatamente instaurou um inquérito policial militar para apurar rigorosamente os fatos. O órgão afirmou que afastou o oficial do batalhão e que a investigação é conduzida pela corregedoria.

Quanto à pressão que Jéssica diz ter sentido e justificado a demissão, a corporação afirmou que o pedido de exoneração é de autonomia exclusiva de um policial militar e dentro dos trâmites administrativos legais.

Sobre as advertências, a PM informou que qualquer punição administrativa, quando aplicada, segue o rito legal e o direito constituído à ampla defesa preceituado no Regulamento Disciplinar da Polícia Militar (RDPM).

Sede: Rua dos Caicós, 2305-D, Nossa Sra. de Nazaré. Natal/RN | CEP: 59060-700
Telefone: (84) 3027-1690 / 3027-4415
Redação: (84) 98117-5384 - [email protected]
Comercial: (84) 98117-1718 - [email protected]
Copyright Grupo Agora RN. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização prévia.