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Números
Sem frutas e sal, outros produtos respondem por exportações do Rio Grande do Norte
Em junho, o Rio Grande do Norte comprou mais do que vendeu. O volume das importações superou o das exportações e atingiu US$ 24,1 milhões
Redação
21/07/2021 | 08:29

Mesmo com a falta da receita do sal (cuja exportação praticamente não houve este ano) e das frutas, cuja safra começa pra valer só em agosto, o Rio Grande do Norte exportou entre janeiro e junho deste ano o equivalente a US$ 128,8 milhões, US$ 48,8 milhões a mais do que o primeiro semestre do ano passado.

Isso, a despeito de dois meses de quedas consecutivas nas exportações registradas em maio e junho contra um crescimento das importações no mesmo período.

Só em junho, a queda foi de 56,3% em relação a maio, enquanto as importações nesse período registraram um crescimento de 9,9%.

Ainda assim, o desempenho do comércio exterior do estado se mantém e aposta no crescimento com o arrefecimento da pandemia e o reforço das frutas frescas.

Um dado que surpreendeu os especialistas ouvidos pelo Agora RN foi o resultado das exportações de cera de carnaúba neste semestre, que quase atingiram a receita de US$ 1 milhão.

Também os fígados, ovas e gônadas assumiram a liderança do ranking do mês com um total de pouco mais de US$ 2 milhões.

Já os produtos de origem animal faturaram US$ 1,2 milhão, seguidos dos tecidos de algodão US$1,1 milhão.

O maior volume desses produtos foi para os Estados Unidos, faturando para os exportadores algo ao redor de US$ 5,3 milhões, além de buscarem destinos como Peru, China e Holanda.

Importações

O trigo, principalmente o uruguaio, continua liderando as importações para o Rio Grande do Norte com um volume de US$ 7,9 milhões, seguidos por torres de ferro ou aço com US$ 4,1 milhões e fios de algodão com pouco mais de US$ 1 milhão.

O segundo item mais importado foram as torres de ferro ou aço (US$ 4,1 milhões), seguidas dos fios de algodão (pouco mais de US$ 1 milhão).

A Argentina continua sendo a principal parceira comercial do RN. Somente no mês passado, o estado adquiriu o equivalente a US$ 8,5 milhões em produtos do país vizinho, devido às torres usadas em parques eólicos.

Depois vem o Uruguai em função do trigo. A China aparece na terceira posição. O total acumulado em importações no primeiro semestre é US$158,6 milhões – 92% a mais que o negociado no mesmo intervalo do ano passado, quando as importações somaram US$ 82,6 milhões.

Em junho, o RN comprou mais do que vendeu. O volume das importações superou o das exportações e atingiu US$ 24,1 milhões. Esse total é 9,9 % maior que o importado pelo Estado em maio, quando o Rio Grande do Norte US$ 21,9 milhões.

O total acumulado em importações no primeiro foi semestre de US$158,6 milhões, 92% a mais que o negociado no mesmo intervalo do ano passado, quando as importações somaram US$ 82,6 milhões.

Todos esses dados estão na edição de julho do Boletim da Balança Comercial do RN, divulgado pelo Sebrae no Rio Grande do Norte esta semana.

O crescimento das importações do RN sobre as exportações em quase US$ 10 milhões deixou a balança comercial desfavorável em junho, com um déficit de US$ 9,8 milhões.

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